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Prédio moderno libera visita por app e tem até área de surfista e natureba

Carolina Juliano

Colaboração para o UOL, de São Paulo

Eles querem tudo na palma da mão, em seu dispositivo eletrônico. Consomem de forma mais racional, comparam preços, estudam o mercado, preocupam-se com o meio ambiente e com o futuro do planeta. E, em vez de apenas possuir, preferem compartilhar. Essas são as características principais da chamada geração Y, ou millennials, que são os nascidos em meados da década de 1980 e década de 1990.

Para atender a esse público, prédios inteligentes estão sendo feitos com energias renováveis, reaproveitamento e, principalmente, espaços de convivência favoráveis à interação.

Na capital paulista está sendo feito o Nomad, da construtora SKR. O prédio de 12 andares, com 51 apartamentos, fica no bairro de Moema, zona sul. Tem previsão de entrega para o final de 2018.

O morador vai ter em seu smartphone ou tablet disponível um aplicativo exclusivo pelo qual ele poderá controlar quase tudo ao seu redor. Desde identificar e autorizar a entrada de uma visita, até marcar um evento na cozinha compartilhada do prédio ou mesmo agendar o serviço de uma diarista. Por meio de um chat vai interagir com os moradores e acessar o mural virtual de comunicação da comunidade.

Condomínio permite aluguel pelo Airbnb

O prédio tem espaços coletivos, como um café para receber os amigos com internet ultrarrápida. O público-alvo são jovens de 25 a 30 anos, solteiros e separados de 40 a 50 anos.

Além deles, o Nomad deve atrair um público interessado em investir. A convenção do prédio permite o aluguel em curta temporada, como pelo Airbnb, por exemplo.

Apartamentos para surfistas e 'naturebas'

Em Florianópolis, foi entregue em abril um edifício voltado para a cultura surfe. O Kanaloa. As suas unidades foram negociadas em 12 meses de pré-venda.
          
O prédio tem toda a decoração no tema surfe e áreas específicas para os praticantes deste esporte. Além disso, tem uma área onde o surfista pode preparar a sua prancha, colocar e tirar a roupa de borracha antes e depois de ir pegar ondas. Normalmente, há problemas nos prédios pelo fato de virem molhados e sujos de areia.

A área fitness do prédio também é pensada para esse público. Não tem equipamentos de musculação, mas sim outros voltados mais para alongamentos e preparação específica para a prática do surfe.
          
E para o chamado pessoal "verde", que gosta de contemplar a natureza e da alimentação orgânica, também será lançado neste mês o Hygge Residence. Localizado no Canto da Lagoa, terá praça suspensa com horta comunitária, lounges para a observação da natureza e áreas de coworking.

Ambiente de trabalho também está mudando

Pensando em se adequar também para receber essa geração em ambientes de trabalho, a Blu Urban Thinking, agência de inteligência imobiliária de Florianópolis (SC), tem projetos para grupos específicos.

O Icon será erguido no centro de Florianópolis e tenta atender o público que quer experiências em vez de coisas. Em vez de uma praça de alimentação, haverá uma cozinha compartilhada. Quem está de dieta, é vegetariano ou quer economizar pode preparar o próprio almoço.

A tecnologia está em tudo. Desde os dispositivos e meios de segurança – que são muito mais digitais e diferem muito dos padrões atuais de guarda na porta e muros altos – até na eficiência energética, na irrigação automática de paredes verdes, energia solar e na distribuição da água da chuva reutilizada. Também há cabeamento melhor para prover wi-fi potente.

Preço fica mais alto

A questão é se essa inovação toda não vai encarecer as construções e afugentar investidores.
          
No Nomad, de São Paulo, o treinamento de funcionários e a manutenção dos serviços oferecidos pelo condomínio vão deixar o condomínio de 15% a 20% mais caro do que por metro quadrado do que o cobrado na região de Moema, segundo o SKR. A empresa não divulgou os valores.

Jogador Agüero é dono de prédio inteligente

A tendência é mundial. Em Buenos Aires (Argentina), o atacante da seleção argentina Sérgio Agüero é o principal investidor do prédio inteligente Summers, que promete consumir 23% menos água e 18% menos energia.

Além disso, terá vestiários com chuveiros para ciclistas e estacionamento de bicicletas.

Quanto custa?

  • Nomad: apartamentos de 40m² a 72m². De R$ 600 mil a R$ 1 milhão, na planta
  • Icon: preços não definidos definidos
  • Kanaloa: já foi totalmente vendido e tem fila de espera
  • Hygge: Apartamento de dois dormitórios, com 70m²: R$ 550 mil; três dormitórios, com 100m²: R$ 780 mil

Prédio hi-tech permite controlar serviços, visitas e a casa pelo celular

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