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Passagem de Temer no G20 tem gafe, foto com Trump e crise que "não existe"

Michael Sohn/AP Photo
Temer cumprimenta a chanceler alemã Angela Merkel no primeiro dia do G20 Imagem: Michael Sohn/AP Photo

Do UOL, em São Paulo

08/07/2017 13h41

O presidente Michel Temer (PMDB) encerrou sua participação na reunião do G20, grupo que reúne as 20 maiores potências do mundo, neste sábado (8).

Durante as mais de 30 horas que ficou em Hamburgo, na Alemanha, Temer respondeu questionamentos de jornalistas sobre a crise política que enfrenta, deu declaração polêmica sobre a economia, trocou palavras com o presidente dos EUA, Donald Trump, e até cometeu uma gafe.

Confira alguns fatos que marcaram a viagem internacional do presidente da República.

De fora do programa

A participação de Temer no G20 foi marcada por idas e vindas.

Em 28 de junho, a Presidência informou que Temer tinha cancelado a ida ao encontro, sem dar uma justificativa oficial. Segundo apurou o UOL, a atitude foi tomada por causa do agravamento da crise política.

Dias depois, em 3 de julho, Temer voltou atrás e anunciou a ida ao evento.

Apesar disso, o presidente acabou sendo esquecido no programa de imprensa do G20 distribuído aos jornalistas na quinta-feira (6). Em seu lugar, aparecia o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

No site e no aplicativo da cúpula o programa foi corrigido, incluindo o nome de Temer.

Crise "não existe"

Pouco depois de chegar a Hamburgo, Temer negou que o Brasil esteja em uma crise econômica.

"Crise econômica no Brasil não existe. Vocês têm visto os últimos dados. Pode levantar os dados e você verá que estamos crescendo no emprego, estamos crescendo na indústria, estamos crescendo no agronegócio. Lá não existe crise econômica", disse na sexta-feira (7).

Ele ainda negou, com um gesto, que a crise política atrapalharia a economia.

Apesar do olhar otimista do presidente e da melhora em alguns indicadores, analistas econômicos ainda não afirmam que o Brasil deixou a crise para trás.

Volta do desemprego

Ainda sobre a economia, Michel Temer cometeu uma gafe em vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira, ao afirmar que o governo está trabalhando para "voltar o desemprego", em vez de "voltar o emprego", como tem dito nos últimos meses.

Maia dá "provas de lealdade"

O presidente também respondeu a jornalistas sobre os rumores de que o nome do presidente da Câmara e primeiro na linha sucessória, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ganha força para sucedê-lo, Temer disse que o parlamentar dá "provas de lealdade".

"Acredito plenamente (na lealdade de Maia). Ele só me dá provas de lealdade, o tempo todo", afirmou.

Segundo o Blog do Josias, do UOL, Maia disse ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que manterá a equipe econômica e retomará a reforma da Previdência, caso assuma a Presidência.

Temer comentou, ainda, sobre a declaração do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), de que seu governo não duraria mais do que 15 dias.

"Vamos esperar 15 dias, né? Não é verdade?". Em seguida, tentou minimizar a questão dizendo que foi uma força de expressão. "Às vezes as pessoas se entusiasmam um pouco. Foi simplesmente força de expressão. Nada mais do que isso."

Aperto de mão com Trump

Reprodução/Twitter/@MichelTemer
Imagem: Reprodução/Twitter/@MichelTemer

Neste sábado, Temer publicou em seu Twitter fotos de um aperto de mão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente brasileiro afirmou que sugeriu a Trump "aproximar empresários brasileiros e americanos para gerar novos negócios". O norte-americano gostou da ideia, segundo Temer.

Temer disse, ainda, que Trump "elogiou o desempenho da economia brasileira e reforçou que o Brasil está indo muito bem".

Saída antes do fim

Temer deixou Hamburgo antes do fim da cúpula e não participou da última sessão com os demais líderes. Seu avião decolou às 12h25, no horário de Hamburgo (7h25 em Brasília).

Em meio à crise política, ele disse à imprensa que está "tranquílissimo" sobre o retorno.
 

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