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Datilógrafo e classificador de cacau: veja cargos extintos pelo governo

Mariana Bomfim

Do UOL, em São Paulo

Datilógrafo, motorista e classificador de cacau. Esses são alguns dos cargos que o governo federal decidiu eliminar da administração pública, informou o Ministério do Planejamento ao UOL nesta quarta-feira (16).

A medida faz parte do corte de gastos anunciado pelo governo na véspera, com a extinção de 60 mil cargos que atualmente estão vagos no Executivo. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, não haverá demissões.

Segundo o ministério, "serão priorizados aqueles que deixaram de ser necessários na administração pública, tendo em vista as novas tecnologias e as mudanças no mundo do trabalho". A lista completa de cargos a serem eliminados ainda está sendo formulada pelo governo e deve ser dividida em quatro tipos:

Cargos que ficaram ultrapassados

Serão cortados os cargos que não fazem mais sentido no mercado de trabalho atualmente. Exemplos:

  • Datilógrafo
  • Radiotelegrafista
  • Perfurador digital
  • Operador de computador

Cargos em serviços que passaram a ser terceirizados

São vagas que não são mais necessárias porque o governo passou a contratar empresas terceirizadas. Exemplos:

  • Motorista
  • Técnico de secretariado
  • Agente de vigilância

Cargos distorcidos por movimentação dos funcionários

Serão eliminadas ocupações cujas carreiras tiveram distorções devido à movimentação dos funcionários de uma área para outra. Exemplos:

  • Médico alocado na gestão pública
  • Técnico de nutrição no Ministério do Meio Ambiente
  • Técnico de Colonização no Ministério do Meio Ambiente

Cargos desnecessários por mudança no papel do Estado

Entram nessa categoria as vagas que deixaram de ser necessárias após reorganização na administração ou porque o papel do Estado no setor mudou. Exemplos:

  • Agente de inspeção de pesca
  • Classificador de cacau
  • Fiscal tributário do café
  • Fiscal tributário do açúcar e do álcool

Corte de gastos e rombo maior

Além de cortar cargos, o governo decidiu congelar salários de servidores, cancelar reajustes previstos para cargos comissionados e gratificações, como auxílio-moradia, e reduzir os salários iniciais da categoria, mudando a estrutura de carreiras públicas.

Essas mudanças dependem de aprovação do Congresso.

Mesmo com o corte de gastos, o governo anunciou aumento na previsão de rombo das contas públicas deste ano e de 2018 para R$ 159 bilhões. Até então, as metas eram de deficit de R$ 139 bilhões em 2017 e de R$ 129 bilhões no ano que vem.

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