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'Prévia' do PIB cresce 0,41% em julho e 1,41% em um ano, diz BC

Do UOL, em São Paulo

A atividade econômica em julho cresceu 0,41% na comparação com junho, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto). O resultado foi melhor que o esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters (0,1%).

O número considera o chamado ajuste sazonal. Quando são comparados dados de períodos diferentes (ex: julho em relação a junho, ou 2º trimestre em comparação com o 1º trimestre), analistas costumam descontar as diferenças sazonais. 

Em relação a julho do ano passado, a economia cresceu 1,41%. Quando são analisados períodos iguais, mas de anos diferentes (ex: junho de 2017 e junho de 2016), não é necessário aplicar o ajuste sazonal.

Considerando o acumulado do ano, o indicador subiu 0,14%, mas em 12 meses, caiu 1,44%.

Economistas ouvidos pelo Banco Central esperam que o PIB cresça 0,6% neste ano, enquanto o governo prevê crescimento de 0,5%.

Só indústria cresceu

A recuperação do consumo das famílias diante da inflação e dos juros em queda no país ajudou o Brasil a crescer mais do que o esperado.

Em julho, a produção industrial mostrou força ao expandir 0,8% em relação a junho, no melhor desempenho para o mês em três anos.

Por outro lado, as vendas do comércio apresentaram estabilidade no período devido à menor demanda por combustíveis, e o setor de serviços registrou o pior resultado para julho desde 2012, com recuo de 0,8% no volume, após três meses seguidos de altas. 

PIB oficial 

O último dado sobre o PIB oficial medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) se refere ao segundo trimestre.

A economia brasileira cresceu 0,2% no período, na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o PIB subiu 0,3%, após 12 quedas seguidas.

Em 2016, a economia encolheu 3,6%, e o país enfrentou o segundo ano seguido de recessão.

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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