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Governo suspende exportações de frigoríficos investigados na Carne Fraca

Da Agência Brasil

06/03/2018 08h50

O Ministério da Agricultura suspendeu as exportações de frigoríficos investigados na terceira fase da operação Carne Fraca para 11 países e a União Europeia, onde são exigidos requisitos sanitários específicos de controle e tipificação da bactéria Salmonella  spp.

Além das nações da União Europeia, os países são África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia, Vietnã.

De acordo com as investigações da Polícia Federal e do ministério, os resultados dos exames de laboratórios eram fraudados omitindo em algumas amostras a presença da bactéria.

"A Salmonella é comum, principalmente em carne de aves, pois faz parte da flora intestinal desses animais. Se a carne for cozida ou submetida à fritura não oferece risco, mesmo assim a bactéria enfrenta restrições em determinados países", diz nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.

As fraudes foram identificadas em cinco laboratórios --três credenciados pelo ministério e dois das empresas. Eles estão impedidos de fazer análises até o fim das investigações, e podem ser descredenciados definitivamente.

Estão sob investigação quatro plantas industriais da BRF, uma das maiores empresas do setor de alimentos no mundo e dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy. Das unidades investigadas, duas são de frango, uma em Rio Verde (GO) outra em Carambei (PR), e uma de perus, em Mineiros (GO), além de uma fábrica de rações em Chapecó (SC).

"As empresas envolvidas terão aumento na frequência de amostragem até o fim do processo de investigação. Se forem comprovadas práticas que afetam também o mercado interno serão adotadas medidas cabíveis", afirmou o ministério.

Outro lado

A empresa de alimentos BRF disse na segunda-feira que "está se inteirando dos detalhes" da nova fase da operação deflagrada nesta segunda-feira e que colabora com as investigações para esclarecer os fatos.

Em comunicado, a empresa ainda ressaltou que segue as normas e regulamentos relativos à produção e comercialização de seus produtos no Brasil e no exterior.

Separadamente, a Tarpon Investimentos, acionista da BRF, informou em nota que não é alvo da operação, mas que a PF realizou buscas em sua sede por documentos de Pedro de Andrade Faria relacionados ao período em que atuou como presidente da empresa de alimentos.

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