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Após lucro em 2016, Eletrobras perde R$ 1,726 bilhão no ano passado

Do UOL, em São Paulo

27/03/2018 08h23

Alvo de um plano de privatização, a Eletrobras registrou prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão em 2017, após lucrar R$ 3,513 bilhões em 2016, informou a estatal nesta terça-feira (27).

A maior empresa de energia da América Latina, que controla subsidiárias de geração e transmissão de energia, como Furnas e Chesf, e empresas de distribuição no Norte e Nordeste, disse que o resultado foi impacto por provisões operacionais (reservas) totais de R$ 6,238 bilhões. 

Considerando apenas o quarto trimestre, a Eletrobras perdeu R$ 3,998 bilhões.

Privatização

A venda da Eletrobras, que responde por mais da metade da energia produzida no Brasil, é uma das principais ações propostas pelo governo do presidente Michel Temer no seu plano de privatizações para 2018. A medida, porém, enfrenta resistência de parlamentares.

A proposta prevê transformar a empresa em uma corporação sem controlador definido por meio de uma oferta de ações que diluiria a fatia da União na companhia.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que a participação máxima de investidores na empresa será de 10% e que o "Brasil não vai permitir que ninguém seja dono da Eletrobras".

A comissão que vai analisar o processo na Câmara dos Deputados já foi instalada, e a previsão é que a privatização seja votada pelos seus membros até o final de abril

Medida de 2012 gerou perdas bilionárias

O desempenho da estatal no ano passado mostra que 2016 foi apenas um breve intervalo de respiro espremido entre perdas. 

Em 2016, a empresa registrou lucro após acumular mais de R$ 30 bilhões em perdas desde 2012, principalmente devido aos impactos de um pacote de medidas do governo da ex-presidente Dilma Rousseff para reduzir as contas de luz. A medida provocou pesados impactos sobre as contas da Eletrobras. 

As baixas contábeis chegaram a R$ 4,2 bilhões em 2016 com a paralisação das obras da usina nuclear de Angra 3, além de outras reservas para perdas em investimentos e por descobertas de custos com corrupção apuradas após investigações internas deflagradas pela operação Lava Jato.

(Com Reuters)

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