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Dois aeroportos continuam sem combustível; companhias cancelam alguns voos

Vinícius Casagrande

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/06/2018 09h45

A volta do abastecimento em todo o país ainda não resolveu todos os problemas dos aeroportos brasileiros. Na tarde desta sexta-feira (1º), de acordo com a Infraero, dois aeroportos administrados pela empresa seguem sem combustível. 

Apesar de ainda faltar combustível, a Infraero afirma que esses aeroportos estão abertos e têm condições de receber pousos e decolagens. “Nos terminais em que o abastecimento está indisponível no momento, as aeronaves que chegarem só poderão decolar se tiverem combustível suficiente para a próxima etapa do voo”, afirma.

Leia também:

Veja a lista dos aeroportos sem combustível:

  • Palmas (TO)
  • Protásio de Oliveira, em Belém (PA) (não é o aeroporto internacional)

Até às 12h da manhã desta sexta-feira, o aeroporto de Palmas tinha cinco voos programados e não registrou nenhum cancelamento.

O aeroporto de Cuiabá estava sem combustível até o início da tarde, mas a situação já foi normalizada. Por conta dos problemas com combustível mais cedo, de 19 voos programados, seis foram cancelados (31,58% do total).

Companhias aéreas

Avianca

A Avianca cancelou oito voos programados para sexta-feira (1º), nove para sábado (2), quatro para domingo (3), outros quatro na segunda-feira (4) e mais cinco na terça-feira (5). A relação dos cancelamentos já havia sido divulgada ao longo da última semana e os passageiros reacomodados em outros voos.

“Todos os passageiros impactados pelos cancelamentos ou que tenham viagens programadas até o dia 3 de junho e desejam alterar a data podem entrar em contato com a companhia pelos números 4004-4040 ou 0300 789 8160, para a remarcação de suas passagens em novos voos, com embarques até o dia 9 de junho, sem cobrança de taxa, nem pagamento de diferenças tarifárias”, afirma a empresa.

A Avianca recomenda que todos os passageiros verifiquem a situação do seu voo no site da companhia.

Azul

A Azul afirmou nesta sexta-feira que a greve dos caminhoneiros teve um impacto estimado de aproximadamente R$ 50 milhões, que será incluído no resultado operacional do segundo trimestre deste ano.

Segundo a empresa, foram cancelados 169 voos de um total de 2.637 voos operados entre 24 e 27 de maio devido à falta de querosene de aviação em vários aeroportos abastecidos por meio de caminhões-tanque. “A companhia também reduziu proativamente 523 voos entre 28 de maio e 3 de junho devido ao aumento do nível de cancelamentos e não-comparecimento”, afirma.

Segundo a Azul, os passageiros com voos programados até o dia 4 de junho podem solicitar a remarcação ou cancelamento da passagem sem a cobrança de taxas. A situação dos voos pode ser consultada diretamente no site da empresa, na seção Status de voo.

Gol

A Gol afirma que entre os dias 21 (início da greve dos caminhoneiros) e 30 de maio, apenas 12 voos foram cancelados. Desde então, a empresa afirma que não houve registros de cancelamentos causados pela crise de desabastecimento dos aeroportos brasileiros. Os passageiros podem consultar a situação dos voos no site da empresa.

Latam

A Latam afirma que desde ontem suas operações estão dentro da normalidade e não há nenhum cancelamento previsto para o feriado por conta da situação dos aeroportos brasileiros. A empresa recomenda que os passageiros verifiquem a situação dos seus voos diretamente no Status de Voos no site da empresa.

Veja a situação dos principais aeroportos

Os aeroportos administrados pela Infraero registravam 45 voos cancelados até às 12h desta sexta-feira. Os cancelamentos representam 9,32% dos 483 voos programados até o horário.

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), o mais movimento da rede da Infraero, dos 78 voos programados para operar até às 12h desta sexta-feira, nenhum foi cancelado.

O aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, também não registrou nenhum cancelamento até às 12h. Foram 43 voos nesta sexta-feira.

Brasília

A Inframerica, administradora do aeroporto de Brasília, afirma que o estoque de combustível do terminal caminha para a normalidade completa. Nos últimos dias, o aeroporto tem recebido carregamentos constantes de combustível.

Na quinta-feira (31), foram 17 caminhões com o total de 901 mil litros de querosene de aviação. “O transporte do insumo não requereu o uso de escolta, revelando uma tendência de normalização da logística”, afirma.

Segundo a Inframerica, o aeroporto de Brasília registrou nesta manhã 59 pousos e 53 decolagens. Neste período, foi registrado um atraso e nenhum cancelamento.

Belo Horizonte

A BH Airport, administradora do aeroporto do Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), afirma que o aeroporto opera com normalidade nesta sexta-feira, com dois voos cancelados. Segundo a empresa, o nível dos estoques de querosene de avião estão normais desde ontem.

Porto Alegre

A aeroporto de Porto Alegre (RS) também tem apresentado um fluxo mais regular de abastecimento. Segundo a Fraport, administradora do aeroporto gaúcho, na última quinta-feira foram mais 12 caminhões-tanque com querosene de aviação. “Com este reabastecimento, nossas operações seguem normalizadas”, afirma a empresa.

Galeão

No aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, dos 48 voos programados para a manhã desta sexta-feira, apenas um havia sido cancelado.

Os aeroportos do Galeão e de Guarulhos, em São Paulo, são os dois únicos do Brasil que não foram afetados diretamente pela greve dos caminhoneiros. Os dois aeroportos recebem o combustível que abastece os aviões diretamente por dutos subterrâneos da Petrobras.

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