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Guedes: Crise argentina é culpa de Kirchner e Macri "fraquejou" em reformas

16.jan.2019 - O presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente da Argentina, Mauricio Macri - Fátima Meira/Estadão Conteúdo
16.jan.2019 - O presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente da Argentina, Mauricio Macri Imagem: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

Guilherme Mazieiro e Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

14/05/2019 18h07

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje que a crise na Argentina é culpa da ex-presidente Cristina Kirchner e que o atual presidente, Maurício Macri, falhou por não fazer as reformas necessárias.

"Ele [Macri] entrou e fraquejou. Pensou que talvez pudesse ganhar tempo. Macri ficou pensando em votos em vez de pensar em gerações futuras e, de repente, se perdeu", disse o ministro durante audiência pública da Comissão Mista do Orçamento.

As declarações foram feitas após o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) dizer que a visão liberal do ministro não resolveu problemas em nenhum lugar. Ele então citou o país vizinho, dizendo que "Macri assumiu com esse discurso, seguiu todo o receituário neoliberal e a Argentina quebrou".

O deputado questionou se as reformas de viés liberal para o ajuste fiscal nas contas públicas, com os cortes de gastos do governo Jair Bolsonaro, são o melhor caminho para retomar o crescimento.

Guedes respondeu o parlamentar afirmando que não entraria nessa discussão porque "alguns vão dizer que a Kirchner quebrou a Argentina e o Macri não fez os ajustes necessários".

"A beleza da democracia é essa: quem fez o buraco volta para pegar. Se a [Cristina] Kirchner ganhar, ela vai ter que cuidar das consequências do que ela produziu também", afirmou.

A Argentina enfrenta uma grave crise que, nos últimos seis meses, colocou 2,7 milhões de argentinos na pobreza. Há recessão e disparada da inflação.

Nas eleições presidenciais deste ano, Macri, que assumiu em 2015 com discurso liberal e de renovação na política, enfrenta a ex-presidente Kirchner.

Bolsonaro é contra Kirchner

Bolsonaro já se posicionou contra Kirchner e disse que o retorno da atual senadora à Presidência pode fazer com que a Argentina viva situação semelhante à da Venezuela.

"A presidente anterior era ligada à Dilma [Rousseff], a [Luiz Inácio] Lula [da Silva], à Venezuela e a Cuba. Se isso voltar, com toda a certeza, a Argentina vai entrar em uma situação semelhante à da Venezuela", disse o presidente no início do mês.

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