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Carlos Viana deixará diretoria do BC; Fábio Kanczuk será indicado ao posto

Zanone Fraissat/Folhapress
Imagem: Zanone Fraissat/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

01/08/2019 18h10Atualizada em 01/08/2019 19h20

O Banco Central anunciou que o atual diretor de Política Econômica da autarquia, Carlos Viana, deixará o posto após a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação, em setembro. Em nota, o BC afirma que a saída ocorre "por razões pessoais".

"Depois de servir por três anos e três meses na diretoria do Banco, a maior parte dos quais à frente da diretoria de Política Econômica, Viana deixará suas funções após a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação, em setembro de 2019", informou o BC, em nota.

Para o lugar de Viana, Campos Neto indicará Fábio Kanczuk.

Kanczuk foi Secretário de Política Econômica entre setembro de 2016 e outubro de 2018, quando assumiu o cargo de representante do Brasil junto ao Banco Mundial. De acordo com o BC, ele é bacharel em engenharia pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Ph.D. em Economia pela Universidade da Califórnia (EUA).

Viana integrou a equipe do BC comandada pelo ex-presidente Ilan Goldfajn e sua permanência no cargo "por tempo indeterminado" foi anunciada ainda em novembro do ano passado, após a vitória de Jair Bolsonaro à presidência da República.

Com a mudança, a diretoria do BC sob Campos Neto vai ganhando nova forma. Da antiga equipe de Ilan, permanecem os diretores Otavio Damaso (Regulação), Mauricio Moura (Relacionamento), Paulo Souza (Fiscalização) e Carolina Barros (Administração).

Fazem parte do time que tomou posse já no governo Bolsonaro os diretores Bruno Serra (Política Monetária), Fernanda Nechio (Assuntos Internacionais) e João Manoel Pinho de Mello (Organização do Sistema Financeiro). Este último trabalhou com Kanczuk no Ministério da Fazenda do ex-presidente Temer.

A indicação de Kanczuk terá de ser aprovada pelo Senado Federal, onde ele passará por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Viana ainda participará de pelo menos mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 17 e 18 de setembro.

(Com Reuters)

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