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Caixa deve anunciar hoje calendário de saques do FGTS e do PIS

Do UOL, em Brasília

05/08/2019 04h00

A Caixa Econômica Federal deve anunciar hoje os calendários para saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e das cotas do fundo PIS, além dos canais de atendimento e critérios para os trabalhadores receberem os valores.

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que define que todos os trabalhadores poderão sacar R$ 500 de cada conta do FGTS. Os saques serão de contas ativas (emprego atual) e inativas (empregos antigos). O limite de R$ 500 vale para cada uma delas.

Além do FGTS, o governo também anunciou a liberação de saques do fundo PIS/Pasep. Na última sexta-feira (2), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o pagamento dos recursos gerará um impacto de cerca de R$ 300 milhões em receitas anuais que o banco teria com a gestão dos mais de R$ 30 bilhões que serão liberados com a medida.

O banco recebe 1% pela administração dos fundos. "A economia melhorando é o que ajuda o resultado da Caixa. Esse resultado de R$ 300 milhões é muito pequeno perto do lucro do banco", disse ele, em entrevista à rádio CBN.

Expectativa de melhora da economia

Segundo ele, os 106 milhões de brasileiros que terão acesso aos saques do FGTS e PIS-Pasep poderão não só consumir como também quitar dívidas, o que contribui para a melhora da economia.

O presidente da Caixa garantiu que o banco já está preparado em termos de infraestrutura para fazer os pagamentos. Informou ainda que as agências abrirão aos sábados e que ele mesmo participará in loco para acompanhar o atendimento.

De acordo com Guimarães, a Caixa fará de imediato o depósito dos recursos do FGTS e do PIS para quem já for correntista do banco. Os que não quiserem poderão solicitar o estorno.

Impacto pode ser menor que o esperado

Economistas consultados pela agência Reuters afirmam, porém, que o impacto positivo decorrente da liberação de recursos pode ser menor do que o esperado pelo governo, e a atividade econômica deve manter seu ritmo apenas gradual de recuperação.

Isso porque, na avaliação dos especialistas, apenas uma parcela da liberação prevista até o fim do ano pode se transformar em consumo. Uma outra fatia servirá para pagamento de dívidas, o que poderia no máximo melhorar a capacidade de tomada de crédito das famílias.

"Para 2019, o impacto do FGTS no PIB seria na segunda casa decimal", disse Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco. O economista vê influência potencialmente maior no PIB de 2020, com impacto direto da medida de 0,1 ponto percentual.

(Com Agência Estado e Reuters)

Presidente da Caixa prevê 106 milhões de beneficiados por saques do FGTS

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