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JPMorgan quer expandir filosofia de contratar quem tem antecedente criminal

Jamie Dimon, CEO da JP Morgan Chase, contratou em 2018 mais de 2 mil pessoas com alguma ficha criminal - Kena Betancur / AFP
Jamie Dimon, CEO da JP Morgan Chase, contratou em 2018 mais de 2 mil pessoas com alguma ficha criminal Imagem: Kena Betancur / AFP

Do UOL, em São Paulo

22/10/2019 14h58

A JPMorgan Chase, considerada uma das maiores empresas do mundo, anunciou que pretende expandir a sua filosofia de contratar pessoas que têm antecedentes criminais.

De acordo com o site da CNN, a companhia norte-americana quer aproveitar o baixo índice de desemprego nos EUA para dar uma "segunda chance" para pessoas com passagens pela polícia.

Jamie Dimon, CEO da JPMorgan, disse que tomou a iniciativa após perceber a crescente falta de chances profissionais para esta parcela de pessoas. "Quando alguém não consegue competir por um emprego, isso é ruim para os negócios e para as comunidades que precisam de acesso a oportunidades econômicas".

A empresa, que anunciou ter feito 10% de suas contratações (mais de 2 mil pessoas) em quem já tinha algum tipo de registro criminal em 2018, disse ter excluído a pergunta sobre o assunto em suas entrevistas de emprego.

Entre os empregados adquiridos no ano passado pela companhia, segundo a CNN, estão trabalhadores que já causaram algum tipo de desordem, dirigiram bêbados ou foram pegos com drogas.

Heather Higginbottom, chefe do recém-criado JPMorgan Chase PolicyCenter, disse que a companhia não está diminuindo o padrão de contratações, mas crê que "que os negócios têm um papel importante a desempenhar na construção de uma economia mais inclusiva".

Segundo a CNN, a taxa de desemprego nos EUA gira em torno de 3,5%, mas este número sobe para mais de 27% quando são analisadas somente pessoas que já foram presas.

Economia