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Black Friday: Mais de 45 mil pessoas já sofreram golpes, diz levantamento

Só em novembro, 1.600 golpes e perfis falsos com a temática da Black Friday foram identificados no Brasil - iStock
Só em novembro, 1.600 golpes e perfis falsos com a temática da Black Friday foram identificados no Brasil Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

27/11/2019 19h50

Só no mês de novembro, 1.600 golpes e perfis falsos com a temática da Black Friday foram identificados no Brasil, segundo levantamento do dfndr lab, da PSafe. Ao todo, mais de 45 mil pessoas receberam, acessaram ou compartilharam as promoções falsas.

O estudo mostra que grandes marcas de varejo, como Americanas, Walmart e Magazine Luiza, são as mais utilizadas pelos cibercriminosos, que criam páginas falsas quase idênticas às oficiais para enganar as vítimas.

Depois, os golpistas divulgam ofertas, inclusive nas redes sociais, com preços geralmente abaixo dos praticados pelo mercado. Os consumidores, imaginando se tratar de uma promoção verdadeira, pagam pelo produto (seja via depósito, cartão de crédito ou boleto bancário) e o dinheiro cai diretamente na conta do cibercriminoso.

As vítimas nunca recebem o suposto produto ou serviço comprado.

Consequências para os consumidores

Os golpes disseminados na Black Friday e no período que antecede a ela têm como objetivo roubar dados bancários dos consumidores. As consequências são diversas e qualquer descuido pode se transformar em uma dor de cabeça para as vítimas.

"A clonagem de cartão de crédito, por exemplo, é um dos crimes mais comuns do mundo digital", explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab. "Os cibercriminosos obtêm lucro financeiro e ainda há a possibilidade do roubo de identidade, em que eles se passam pela vítima para disseminar outros golpes ou solicitar empréstimos em seu nome."

Como se proteger

Para fugir dos golpes nesta Black Friday, Simoni lista três cuidados que os consumidores devem ter:

  1. Comprar apenas em sites confiáveis. Verifique se a loja virtual possui CNPJ, endereço e telefone de contato para ter certeza que não se trata de uma empresa de fachada;
  2. Fique atento (a) aos preços e prazos de entrega. Sempre desconfie de ofertas com valores muito abaixo da média;
  3. Tenha um recurso de segurança instalado no celular. Utilize soluções de segurança que disponibilizam a função de detecção automática de phishing em apps de mensagem e redes sociais.

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