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Mídia e Marketing

De Trump a Facebook: as marcas que estarão nos intervalos do Super Bowl

Kevin C. Cox/Getty Images
Imagem: Kevin C. Cox/Getty Images

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Comerciais da transmissão da partida são os mais caros da publicidade mundial
  • Valor de uma propaganda de 30 segundos pode chegar a US$ 5,6 milhões
  • Dois dos mais esperados são os comerciais de Donald Trump e Michael Bloomberg
  • O personagem "Rocky Balboa" estará de volta, num comercial do Facebook
  • Pepsi promete presentear consumidores se alguma equipe não tirar o 0 do placar

A 54ª edição do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, acontece no próximo domingo (2). A cidade de Miami receberá a partida entre o Kansas City Chiefs e o San Francisco 49ers. Boa parte das atenções, entretanto, estará voltada para o que acontecerá nos intervalos da partida.

Além do show de Shakira e Jennifer Lopez, patrocinado pela Pepsi, mais de 30 marcas estarão nos comerciais veiculados pela Fox Sports —considerado o intervalo mais caro da publicidade mundial. Segundo a emissora, todos os espaços já estão negociados desde novembro. Cada comercial de 30 segundos custa cerca de US$ 5,6 milhões. Em 2019, quase 100 milhões de pessoas assistiram à partida.

O desejo das marcas em anunciar na partida é tanta que na última sexta-feira (24), a Fox anunciou que iria adicionar mais um intervalo para oferecer a "patrocinadores significativos da NFL e do canal". O novo intervalo entrará quando houver uma paralisação inesperada no jogo. O canal já confirmou que os intervalos da partida deste ano contarão com 28 comerciais "longos" (de 45, 60 ou 90 segundos).

Por ser um alto investimento, a maioria das empresas publica teasers de seus comerciais e até realiza eventos de "pré-lançamento" das propagandas.

De Facebook a Donald Trump, passando por um anúncio institucional da NFL (a liga organizadora do torneio) sobre violência policial, confira o que algumas marcas já estão preparando para o "big game":

Trump vs Bloomberg

O Super Bowl deste ano terá uma outra disputa —desta vez política. Tanto o presidente dos EUA, Donald Trump, quanto o pré-candidato a presidente Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, farão anúncios de 60 segundos no intervalo do jogo. A ideia das duas campanhas será promover seus nomes e atacar o rival. "O grande objetivo é provocar Trump", disse Michael Frazier, porta-voz da campanha de Bloomberg, ao jornal New York Times.

Política e polêmica

A NFL decidiu falar de um polêmico assunto: a violência policial contra a população negra. O comercial, criado pela agência 72andSunny, é estrelado pelo ex-jogador Anquan Boldin. Ele narra a história de seu primo Corey Jones —morto em 2015 por um policial à paisana na Flórida. O anúncio já foi veiculado e será reexibido durante a partida. A NFL tem focado parte de sua comunicação em questões sociais desde 2019.

O comercial da Budweiser também tem um tom político —mas que defende o "espírito americano". Criado pela agência David Miami, "Typical American" usa cenas que sobrepõem estereótipos negativos de americanos com imagens de pessoas fazendo o bem. Monica Rustgi, vice-presidente de Marketing da marca, afirma que "2020 é um ano em que teremos Olimpíadas e eleições e, por isso, queríamos pedir que todos se unissem e realizassem seu potencial como americanos".

Cena clássica dos cinemas

O Facebook fará sua estreia no intervalo do Super Bowl. A estrela será o ator Sylvester Stallone, que vai recriar uma emblemática cena do clássico filme "Rocky Balboa", onde ele treina nos degraus do Museu de Arte Moderna da Filadélfia. O comercial, criado pela agência Wieden & Kennedy Portland, também terá a participação do comediante Chris Rock. O próprio Stallone "vazou" a gravação do comercial ano passado, em sua conta no Twitter.

Zero no placar

A Pepsi, que já é patrocinadora do show do intervalo, fará uma promoção especial. Com o mote "America Wins Zero", a marca prometeu reembolsar todos os consumidores que comprarem uma lata de Pepsi Zero Sugar, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, se o placar de uma das equipes acabar em zero. Segundo a empresa, em 25% dos 53 jogos da história do Super Bowl, pelo menos um time terminou com o placar desta forma. A marca ainda veiculará um comercial estrelado pelas cantoras Missy Elliott e H.E.R..

Mulheres no espaço

A Olay, da P&G, aposta em celebridades que possuem um histórico de comerciais com a marca. Segundo o teaser do anúncio, 'Make Space for Women', o comercial abordará o empoderamento feminino. "Vamos combinar um jogo de palavras com o mundo muito sério da ciência e da tecnologia. Um mundo, a propósito, que continua a excluir as mulheres em grande número", afirmou, em comunicado, Madonna Badger, diretora de Criação da agência Badger & Winters, responsável pela campanha.

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