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Dólar emenda quinta alta e fecha valendo R$ 5,232; Bolsa sobe após 4 quedas

Do UOL, em São Paulo

16/06/2020 17h05

O dólar comercial abriu o dia em baixa, mas depois inverteu a tendência e emendou hoje (16) a quinta alta consecutiva. O dólar fechou com valorização de 1,76%, cotado a R$ 5,232 na venda. É o maior valor desde 1º de junho (R$ 5,384).

O índice Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou com valorização de 1,25%, aos 93.531,172 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas seguidas.

Ontem (15) a moeda norte-americana tinha subido 1,92%, vendida a R$ 5,142, e o Ibovespa tinha fechado a 92.375,523 pontos, com baixa de 0,45%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Perspectivas de mais estímulos pelo mundo

O apetite a risco voltou a prevalecer nos mercados financeiros globais, em meio a perspectivas de mais estímulos para recuperar as economias afetadas pela pandemia de covid-19.

Após o Federal Reserve (banco central dos EUA) anunciar que comprará títulos de dívida privada de empresas, repercutiam positivamente notícias de que o governo dos Estados Unidos prepara pacote de US$ 1 trilhão em infraestrutura e que o Japão tomará mais ações se necessário.

"Todos estes fatores, juntos, vêm justificando um mercado externo um pouco mais tranquilo que ontem e no final da semana passada, quando o medo em torno de uma segunda onda da Covid-19 em alguns países, em particular na China, justificou uma certa correção em relação às semanas anteriores", afirmou a equipe da Azimut Brasil Wealth Management.

Expectativa de corte de juros no Brasil

Além disso, analistas também citavam expectativa dos mercados em relação à reunião de política monetária do Copom, que começa nesta terça-feira. Espera-se que o Comitê anuncie mais um corte na taxa Selic, a nova mínima histórica, com uma pesquisa da agência de notícias Reuters projetando redução ao nível de 2,25% ao ano.

Nos últimos meses, o cenário de juros baixos no Brasil tem colaborado para alta da moeda norte-americana, uma vez que reduz os rendimentos de ativos locais atrelados à Selic, afastando o investimento estrangeiro. Esse contexto, somado a incertezas políticas locais, pode voltar a pressionar a moeda brasileira, que chegou a se aproximar da marca de R$ 6 por dólar em meados de maio.

* Com Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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