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Dólar cai 2,6% na semana, após 3 altas semanais, e vale R$ 5,32; Bolsa sobe

Do UOL, em São Paulo

03/07/2020 17h11

O dólar comercial fechou a sessão de hoje (3) vendido a R$ 5,321, com queda de 0,55% em relação à cotação de ontem. Na semana, o dólar acumulou queda de 2,65%, após três avanços semanais seguidos. A moeda norte-americana vinha de alta de 0,6% ontem.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou o pregão em alta de 0,55%, a 96.764,87. O índice termina a semana com alta acumulada de 3,12%, após fechar a semana anterior em queda de 2,83%. No ano, o Ibovespa acumula perda de 13,33%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Feriado nos EUA, tensões com a China e números da Europa

A queda do dólar nesta sexta está relacionada, segundo diversos analistas, à pouca liquidez da moeda devido ao feriado antecipado do dia da independência nos EUA.

"Em dia de feriado nos Estados Unidos pelo 4 de Julho e menor liquidez, as atenções se voltam para a escalada de tensões entre Pequim e Washington", disse a XP Investimentos em nota, citando temores de sanções econômicas entre as duas maiores economias do mundo depois que a China sancionou uma lei de segurança nacional para Hong Kong.

Mas, do lado positivo, a corretora destacou dados sobre emprego norte-americanos da véspera e números da atividade econômica na zona do euro, que foram bem recebidos pelos mercados.

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) desta sexta-feira mostrou que a contração da atividade empresarial da zona do euro provocada pelas paralisações contra o coronavírus perdeu força em junho em meio à reabertura de empresas.

Além disso, outros dados mostraram que o setor de serviços da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de uma década em junho.

Segundo nota do Bradesco, os números de PMIs de junho, "puxados principalmente pelo setor de serviços, reforçam percepção de recuperação global", mas a alta de casos de coronavírus nos Estados Unidos ameaça deixar os sinais de uma recuperação econômica em segundo plano.

No Brasil, segundo Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, além das pressões externas devido à crise sanitária nos EUA, pesa "a questão da taxa de juros, que pode ser um pouco mais baixa", de acordo com sinalizações do Banco Central.

O cenário de juros em mínimas históricas torna rendimentos locais atrelados à taxa Selic menos atraentes para os investidores estrangeiros.

*Com Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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