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Paulo Guedes nega 'debandada' e diz que está melhorando a equipe econômica

Paulo Guedes, ministro da Economia, diz que vai buscar nomes melhores para substituir baixas - Andre Coelho/Getty Images
Paulo Guedes, ministro da Economia, diz que vai buscar nomes melhores para substituir baixas Imagem: Andre Coelho/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/07/2020 10h44

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que esteja ocorrendo uma debandada depois da saída de três nomes fortes da equipe econômica. Em entrevista à CNN, ele afirmou que está elevando o nível do time e vai buscar substituir as baixas por nomes melhores.

Guedes se referiu aos recentes anúncios das saídas de Caio Megale da direção de programas da Secretaria Especial da Fazenda, de Rubem Novaes da presidência do Banco do Brasil e de Mansueto Almeida do Tesouro Nacional.

"Não houve debandada. Na média, o nível da equipe está subindo", disse o ministro à CNN Business citando a incorporação de novos nomes à equipe econômica, como Bruno Funchal (secretário do Tesouro) e Roberto Fendt (secretário de Comércio Exterior).

O chefe da pasta da Economia disse que tem uma regra de buscar substituir as saídas sempre por nomes melhores. Guedes, no entanto, confessou que não tem sido fácil encontrar um nome melhor do que Rubem Novaes para a presidência do Banco do Brasil. "Tem que ser melhor do que o que sai. Minha regra sempre é essa. O que é difícil, porque o Rubem é um padrão bem alto", afirmou.

A expectativa de Paulo Guedes é conversar com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda hoje para bater o martelo a respeito do nome que sucederá Rubem Novaes. "Estamos bastante avançados", declarou.

Saída de Megale

Caio Megale avisou Guedes que deixará a Secretaria Especial da Fazenda nesta sexta-feira (31). Em entrevista à CNN, o ministro disse que Megale alegou motivos pessoais para o afastamento do cargo.

Fontes ouvidas pelo Broadcast do Estadão dão conta de que Megale sente falta da família em Brasília e, por isso, vai retornar a São Paulo. As mesmas fontes negam que a saída do diretor tenha relação com alguma pressão por aumento de gastos após a pandemia de covid-19. Elas lembram que o teto de gastos impede o avanço — no Congresso ou dentro do próprio governo — de qualquer intenção de aumentar as despesas acima limite permitido pela regra constitucional.