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Dólar emenda 2ª alta, de 1,83%, e vai a R$ 5,314; Bolsa fecha quase estável

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

03/08/2020 17h08

O dólar comercial emendou a segunda alta e terminou a sessão de hoje (3) com valorização de 1,83%, cotado a R$ 5,314 na venda. Sexta-feira (31) a moeda norte-americana tinha subido 1,15%, negociado por R$ 5,219.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,08%, aos 102.829,96 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Impasse nos EUA

Um impasse no Congresso norte-americano causado por divergências entre republicanos e democratas sobre o tamanho de um pacote de auxílio preocupava investidores de todo o mundo, uma vez que a economia dos Estados Unidos está longe de uma recuperação e segue ameaçada pela alta nos casos de coronavírus no país.

Além disso, em meio à deterioração das finanças públicas do país e à ausência de um plano crível de consolidação fiscal, a agência de classificação de risco Fitch reduziu na sexta-feira, após o fechamento dos mercados, a perspectiva para a nota dos Estados Unidos de "estável" para "negativa".

"O mercado está olhando muito lá para fora", disse à agência de notícias Reuters Fernanda Consorte, estrategista de câmbio do banco Ourinvest. "Você tem uma expectativa em relação ao pacote de US$ 1 trilhão nos Estados Unidos, mas as negociações estão duras, está difícil de sair. Isso, junto com o aumento de casos de coronavírus", levanta dúvidas sobre a saúde da economia, gerando apreensão e, consequentemente, aversão a risco, acrescentou.

Juros no Brasil

Enquanto isso, no Brasil, as expectativas giravam em torno da decisão de política monetária do Copom, com boa parte dos mercados esperando mais um corte residual da taxa Selic a nova mínima histórica de 2%.

Muitos analistas citam o ambiente de juros baixos como um dos principais fatores para a disparada do dólar em 2020, uma vez que reduz rendimentos atrelados à Selic, prejudicando o investimento estrangeiro.

Com juros mais baixos no Brasil, investidores podem migrar recursos financeiros para locais onde as taxas são hoje mais vantajosas. Assim, tende a haver uma saída de dólares do Brasil, contribuindo para a alta da moeda.

*Com Reuters

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