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Dólar emenda quarta alta, sobe 0,97%, e vai a R$ 5,465; Bolsa sobe 0,65%

Do UOL, em São Paulo

10/08/2020 17h08

O dólar comercial emendou hoje (10) a quarta alta consecutiva e fechou com valorização de 0,97%, cotado a R$ 5,465 na venda, maior valor desde 26 de junho (R$ 5,465). Na sexta-feira (7) a moeda norte-americana tinha valorizado 1,31%, vendida a R$ 5,413.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 0,65%, a 103.444,48 pontos. Na sexta, o Ibovespa tinha fechado a 102.775,547 pontos, com desvalorização de 1,3%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Cenário externo

O dia foi marcado por atenções divididas entre as tensões entre EUA e China e decretos do presidente americano, Donald Trump, para apoiar a maior economia do mundo diante da crise do coronavírus.

A China impôs sanções a 11 cidadãos dos EUA, incluindo parlamentares, em resposta à imposição de sanções pelo governo norte-americano a 11 autoridades de Hong Kong e da China acusadas de restringir as liberdades políticas na ex-colônia britânica.

"Hoje, os mercados financeiros mostram um comportamento misto, com os investidores por um lado otimistas com a divulgação de números melhores que o esperado de deflação da China e pela 'canetada' de Trump ao estender medidas de estímulo ao seu país, mas, por outro, pessimistas frente às crescentes tensões entre este país e a China", escreveu Ricardo Gomes da Silva Filho, da Correparti Corretora.

Donald Trump assinou no sábado uma série de decretos para oferecer alívio econômico adicional aos norte-americanos atingidos pela pandemia, depois que seus negociadores não conseguiram chegar a um acordo com o Congresso.

Ele disse que as medidas darão US$ 400 adicionais por semana a dezenas de milhões de cidadãos que ficaram desempregados durante uma crise de saúde que deixou mais de 160 mil mortos no país, menos do que os US$ 600 aprovados anteriormente.

"Apesar da animação inicial com a decisão unilateral de Trump (...), os investidores passaram a se questionar se tais ordens executivas teriam realmente validade em função de questões legais", afirmou Ricardo Filho.

Na China, a deflação dos preços ao produtor diminuiu em julho em meio à alta dos preços globais do petróleo e conforme a atividade industrial avança para os níveis pré-coronavírus, ampliando os sinais de recuperação na segunda maior economia do mundo.

Mas o clima tenso entre o país asiático e os Estados Unidos levantava preocupações entre os investidores antes do dia 15 de agosto, quando as duas partes se encontrarão para revisar a implementação da Fase 1 de seu acordo comercial e, provavelmente, compartilhar queixas mútuas sobre seu relacionamento.

*Com Reuters

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