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Mídia e Marketing

Washington Olivetto: "Nada melhor para a publicidade do que a verdade"

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/08/2020 04h01

O publicitário Washington Olivetto é o entrevistado do 50º episódio do podcast Mídia e Marketing, publicado nesta semana.

No papo, Olivetto escolhe suas campanhas preferidas, fala sobre o novo momento da comunicação e analisa a 'crise de criatividade' que a propaganda tem enfrentado.

Morando em Londres desde 2017, o publicitário comenta como tem mantido sua proximidade com o Brasil. "Fiz algumas lives com amigos e elas foram se multiplicando. É um prazer. Hoje, nada mais importante do que o jornalismo brasileiro. É muito prazeroso conviver com esse universo da comunicação, mas agora, mais do que nunca, temos que estar ligados no bom jornalismo. É isso que faz a nossa cultura" (a partir de 4:41).

Para Olivetto, a publicidade perdeu muito do seu charme -principalmente por causa de uma "luta desnecessária entre classes online e offline". "A publicidade perdeu muito do seu charme. Ela não está brilhante, ela não está encantadora. Quando ela está brilhante, consegue seduzir as pessoas", declara (a partir de 11:23).

"Nada é melhor para a publicidade do que a verdade. O grande problema da publicidade, neste momento, é que tem muita gente tentado analisar quais seriam as métricas dos resultados antes mesmo de olhar qual a paixão que você vai olhar. Para gerar bons resultados, a gente tem que administrar sob tesão e não sob tensão. Quanto mais vontade e prazer as pessoas tiverem, melhor trabalho elas vão fazer. A publicidade está sentindo falta disso", diz (a partir de 12:34).

Criador de campanhas de sucesso como o "Primeiro Sutiã", de Valisere, o "Garoto Bombril" e o cachorrinho da Cofap, foi um dos principais empreendedores da propaganda nacional, ao fundar, em 1986, a W/GGK —que, mais tarde, se transformaria na icônica W/Brasil.

Perguntado qual a sua melhor campanha, Olivetto despista. "A vida profissional foi muito generosa comigo. Sob o ponto de vista mais analítico, o melhor trabalho de campanha que fiz foi com Bombril. As duas peças individuais mais brilhantes foram os [comerciais] "Primeiro Sutiã", de Valisere e "Hitler", para Folha de S. Paulo. Agora, me diverti mais vendo a repercussão do cachorro da Cofap", diz (a partir de 15:47).

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