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Transporte público demite 70 mil trabalhadores durante pandemia, diz CNTTT

Entidade afirma que empregadores alegam diminuição significativa na quantidade de pessoas transportadas para justificar demissões - Roberto Casemiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Entidade afirma que empregadores alegam diminuição significativa na quantidade de pessoas transportadas para justificar demissões Imagem: Roberto Casemiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

10/02/2021 20h07

A CNTTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres) demonstrou preocupação hoje com a situação do transporte público no Brasil por causa da pandemia de covid-19. Segundo a entidade que agrega mais de 300 sindicatos de trabalhadores em transportes, recentemente o setor demitiu 70 mil profissionais.

A crise é provocada pela redução na quantidade de pessoas transportadas. Como solução, a CNTTT cobra o governo federal a fornecer ajuda financeira aos empregadores dos trabalhadores.

"Já perdemos 70 mil postos de trabalho somente no público urbano e metropolitano de passageiros, em função da grave crise que afeta nosso segmento de serviços", afirmou o presidente da CNTTT, Jaime Bueno Aguiar.

A entidade afirma ter enviado ofícios pedindo medidas urgentes ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aos presidentes do Congresso: Arthur Lira (PP-AL) na Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado, ambos recém-eleitos.

"As interrupções dos serviços e a falta de pagamento dos salários trabalhadores em transportes terrestres são justificadas pelo empregador pela ausência de recursos financeiros, gerada pela queda brutal do número de passageiros pagantes transportados", explicou Aguiar.

Os documentos enfatizam que o poder público mostra preocupação com o recente anúncio da Ford, que encerrará sua produção nacional e demitirá milhares de trabalhadores, mas não tem se atentado à situação do transporte público. A CNTTT ainda lembra que greves de profissionais do setor já estão acontecendo pelo país por conta das demissões.

Ao Congresso, a entidade faz uma cobrança específica para que derrube o veto de Bolsonaro a um projeto de lei que determinava uma ajuda financeira de R$ 4 bilhões da União para sistemas de transportes em cidades acima de 200 mil habitantes e também para estados e o Distrito Federal. Em dezembro do ano passado, o presidente vetou integralmente a proposta aprovada na Câmara e no Senado.