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Em protesto, sindicato distribui mil litros de gasolina no interior de SP

Política de preços da Petrobras "torna mais caro os combustíveis e o gás de cozinha", segundo o Sindipetro-SJC - Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
Política de preços da Petrobras "torna mais caro os combustíveis e o gás de cozinha", segundo o Sindipetro-SJC Imagem: Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

02/03/2021 11h49

Em protesto realizado na manhã de hoje, o Sindipetro-SJC (Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região) distribuiu mil litros de gasolina a motoristas de carro e entregadores de aplicativos em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

A ação, realizada das 9h às 11h (horário de Brasília) em um posto de combustível BR próximo do CenterVale Shopping, visava protestar contra a política de preços da Petrobras, "que torna mais caro os combustíveis e o gás de cozinha", segundo o sindicato.

"Esta política toma como base o dólar, a cotação internacional do petróleo e taxas de importação na precificação de combustíveis produzidos a partir de petróleo nacional e está penalizando a população no pior momento da pandemia", afirmou o Sindipetro-SJC.

Sem a política, denominada PPI (Preço de Paridade de Importação), "o preço do litro de gasolina hoje no Brasil giraria em torno de R$3,60, segundo cálculos feitos pelo Ibeps (Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais) a pedido do sindicato", continuaram os petroleiros.

Além de distribuir mil litros de gasolina, o sindicato também deu panfletos críticos à PPI aos motoristas, que puderam retirar dez litros de combustível, no caso de quem vinha de carro, e cinco litros, no caso de motoqueiros comprovadamente a trabalho.

Ontem, a Petrobras aumentou em 4,8% o preço médio de venda da gasolina nas refinarias, que passou a ser de R$ 2,60 por litro (o preço é menor que o registro nas bombas dos postos), provocando críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em fevereiro, logo após a estatal aumentar o preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,23 por litro, Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para substituir o atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.