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Reação à pandemia deixou a desejar e reflete no PIB, diz Arminio Fraga

Arminio Fraga diz que momento no Brasil "requer muita reflexão" em meio à recrudescimento da pandemia e redução do PIB - Mauro Pimentel-11.nov.2015/Folhapress
Arminio Fraga diz que momento no Brasil "requer muita reflexão" em meio à recrudescimento da pandemia e redução do PIB Imagem: Mauro Pimentel-11.nov.2015/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

04/03/2021 09h23

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga disse, em entrevista ao jornal O Globo, que a reação do governo Bolsonaro deixou a desejar na pandemia do novo coronavírus, o que refletiu tanto no número de mortes por covid-19 quanto na redução do PIB (Produto Interno Bruto).

Ontem, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB brasileiro registrou queda de 4,1% em 2020, na comparação com 2019, afetado pela pandemia do coronavírus. Foi o maior recuo anual da série iniciada em 1996.

"É um momento que requer muita reflexão. A economia só vai ter chance de se recuperar quando a pandemia estiver dominada. Há um consenso de que a reação do governo deixou muito a desejar, custando caro em número de vidas e em termos de PIB", disse Arminio, que presidiu o Banco Central durante o governo Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002.

De acordo com o economista, existe uma visão entre especialistas de que, enquanto não estiver superada, a pandemia vai funcionar como um freio. Porém, Arminio enxerga outros pontos políticos que atrapalham a economia brasileira.

"Já falei isso no passado e continuo achando que os efeitos qualitativos, como a questão ambiental, a resposta à crise sanitária e temas em geral ligados à qualidade da nossa democracia, como esses vários decretos sobre armas, criam um pano de fundo tenso", disse.

Para o ex-presidente do Banco Central, a economia também é ponto de preocupação, uma vez que o "investimento vem muito parado e a taxa de investimento é muito baixa". Ele ainda admitiu preocupação com um possível colapso fiscal diante da demora para a aprovação de reformas.

"A irresponsabilidade do governo não foi surpresa. Vejo o Congresso ansioso, mas mais reativo e não proativo. O que quero dizer é que, quando a chapa esquenta, o Congresso se move. Não vejo o Congresso pensar na estrutura tributária, na reforma do Estado para valer. Cerca de 80% do gasto vão para folha de pagamento e Previdência", disse.

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