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Mídia e Marketing

E-book responde questões sobre como o digital vai moldar empresas do futuro

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Imagem: Divulgação

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/06/2021 13h31

No ano passado, muito por causa da pandemia, o e-commerce cresceu 41% em comparação com 2019 no Brasil, segundo o estudo Webshoppers 43, da Ebit|Nielsen & Bexs Banco. O valor total movimentado pelas vendas digitais cresceu R$ 87,4 bilhões no país.

A tão comentada "transformação digital" fez acelerar planos de grande parte das empresas. A economia digital cresce 2 vezes e meia a mais que a economia tradicional no mundo todo. Mas como diferentes tecnologias estão transformando empresas, modelos de negócios e indústrias? Quais são os grandes gargalos?

"Seja pela pandemia, seja pela concorrência, a digitalização hoje faz parte da estratégia de todas as empresas. O digital abre uma oportunidade de janelas para o futuro. Mas, junto com a experimentação, vem o aprendizado. Líderes precisam saber usar a tecnologia para criar contextos e aproximar seus consumidores", afirma Carlos Arruda, diretor do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral (FDC).

Arruda é um dos coordenadores da coletânea "A economia digital passada a limpo: as 100 questões mais instigantes sobre a economia digital e como ela afeta os países, o Brasil e as empresas", publicado pela FDC em formato digital, dividido em 7 livros.

Empresas em diferentes níveis de maturidade

A Dom Cabral publicou, na semana passada, o segundo deles, que trata sobre negócios e transformação digital. O livro, que possui 30 artigos, ensaios e entrevistas, aponta como diferentes setores e empresas estão fazendo parte da economia digital, aborda os diferentes níveis de maturidade para a inserção das empresas na era da "indústria 4.0" e mostra como diferentes metodologias estão gerando ganhos de produtividade e alterando a competitividade.

"Diferentes setores da economia tiveram que se adaptar rapidamente a uma nova era. Empresas de saúde e educação estão investindo no desenvolvimento de novas tecnologias, que trabalham com internet das coisas e inovação aliada aos pilares de ESG (iniciais, em inglês, para empresas que investem em práticas ambientais, sociais e de governança)", declara o professor.

Saída é empoderar "bordas" das empresas

Em um dos capítulos, Silvio Meira, professor da Cesar School e fundador do Porto Digital, fala sobre os riscos que os líderes precisam encarar para acelerar a transformação digital das empresas.

"Transformação digital é muito mais transformação do que digital. Demanda mudança no comportamento do agente; do mercado; dos fornecedores e consumidores, porque o digital habilita e provoca novos comportamentos no mercado, que implicam em mudanças estruturais nos modelos de negócio", afirma.

Para o executivo, entretanto, o papel desta mudança é de toda a equipe.

"Quando a gente fala em transformar, está falando de uma rede de responsabilidades e de liberdades. Se você não empoderar as bordas do negócio para liderar a solução de problemas que vão encontrar no processo de transformação, você tem que, de certa forma, dirigir todas essas demandas. Eu não costumo pensar nos papéis, eu costumo pensar nas pessoas", diz.

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