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Vai funcionar? Cannes Lions debate aplicação dos NFTs na publicidade

Meme "Disaster Girl", vendido como NFT por US$ 473 mil  - Reprodução
Meme "Disaster Girl", vendido como NFT por US$ 473 mil Imagem: Reprodução

GoAd Media*

25/06/2021 16h46

O último dia de debates do Cannes Lions desse ano foi marcado por duas discussões sobre o futuro da economia criativa e os novos modelos de remuneração na área.

Uma das tendências mais fortes do momento, os "Non-Fungible Tokens" (NFTs) naturalmente integraram a agenda de palestras do festival. Na sessão "O que os NFTs realmente significam para a indústria publicitária?", a influente jornalista de tecnologia Kara Swisher, redatora de opinião do jornal The New York Times, conversou com o empreendedor Gary Vaynerchuk, autor de best-sellers e CEO da agência independente global VaynerMedia.

Segundo Vaynerchuck, ingressos de turnês musicais, cartões de clubes e pulseirinhas que liberam acesso a ambientes cobiçados virarão NFTs, e todo o setor de eventos vai girar em torno da tecnologia em dez anos.

"As pessoas vão comprar NFTs e possuir assets digitais, que colocarão na sua carteira pública e funcionarão como uma forma de expressão - a exemplo de suas posses, hoje, no mundo físico", declarou Vaynerchuck.

Na visão dele, em breve, toda marca terá uma estratégia de NFT. E deverá pensar na tendência "como um negócio de assinaturas direto ao consumidor", que dispense a necessidade de intermediários —tipo Amazon.

A marca também poderá premiar usuários e lançar coleções de NFTs relacionadas a seus produtos e serviços. "Ingressos físicos para o primeiro Coachella são vendidos agora por uma fortuna. Daqui a alguns anos, se quiser, o próprio festival vai gerar receita com NFTs criados hoje", afirmou.

Um novo marketing de influência

A ação de influenciadores digitais, que ganhou um impulso extra com a expansão do e-commerce durante a pandemia de covid-19, foi outro movimento analisado pelo festival, em painel com Daphinique Springs, creator, Fidi Simo, head do Facebook App, e Sara Fischer, repórter de mídia no Axios.

O Facebook acredita que as decisões de compra daqui por diante vão ocorrer, cada vez mais, por intermédio dos influenciadores digitais. Por isso, criou uma miríade de modelos de remuneração voltados para creators.

Springs elencou ao menos quatro ferramentas do Facebook que usa para lucrar com sua marca pessoal, incluindo recebimento de 'gorjetas' da audiência, modelos de assinatura, merchandising, eventos online pagos e anúncios —contemplando as diversas formas de interação com os fãs.

Uma das principais críticas a essas novas ferramentas tem a ver com a remoção da mediação profissional com os criadores de conteúdo, geralmente feita por profissionais da publicidade, o que poderia deixar arriscar a qualidade das campanhas desenvolvidas.

*Parceiro do UOL, a GoAd Media produz de conteúdo para o mercado de comunicação e marketing

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