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Contas do governo tiveram déficit de R$ 73,5 bi em junho, afirma Tesouro

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam um déficit de R$ 63,4 bilhões para junho - Getty Images/iStockphoto
Economistas ouvidos pela Reuters esperavam um déficit de R$ 63,4 bilhões para junho Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo *

29/07/2021 15h43Atualizada em 29/07/2021 16h31

O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou déficit primário de R$ 73,55 bilhões em junho, afirmou hoje o Tesouro. O rombo é superior ao esperado por analistas.

O resultado foi o segundo pior desempenho para o mês na série histórica, que tem início em 1997, ficando atrás apenas de junho de 2020, quando o rombo foi de R$ 211,11 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

Neste mês, o Tesouro Nacional registrou um déficit primário de R$ 18,19 bilhões, enquanto a Previdência Social marcou um saldo negativo de R$ 55,14 bilhões. Já o Banco Central registrou um déficit de R$ 221 milhões.

Com o saldo de junho, o governo central passou a acumular um déficit primário no ano de R$ 53,7 bilhões, o terceiro pior resultado para um primeiro semestre de ano, desde 1997.

O Tesouro destacou, do lado das receitas, o impacto de uma arrecadação extraordinária de R$ 4 bilhões de IRPJ/CSLL, incidentes sobre os lucros das empresas, de um menor diferimento de tributos na comparação com 2020 e de um aumento das vendas e dos serviços.

Já sobre os gastos, o Tesouro chamou atenção para o fato de as despesas primárias não relacionadas à covid-19 estarem mantendo trajetória de queda no acumulado em 12 meses.

"O comportamento da despesa primária ex-covid mostra a importância das regras fiscais em vigor para evitar que despesas temporárias de combate à pandemia se transformem em despesas permanentes", disse o Tesouro em nota.

Teto de gastos

As despesas sujeitas ao teto de gastos subiram 0,3% até junho na comparação com igual período de 2020, segundo o Tesouro Nacional.

A conta não inclui os gastos extraordinários feitos para combater os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que ficam de fora do teto por serem urgentes e imprevistos.

Pela regra do teto, o limite de crescimento das despesas do governo é a variação acumulada da inflação em 12 meses até junho do ano passado. Porém, como o governo não ocupou todo o limite previsto em anos anteriores, na prática, há uma margem para expansão de até 5,9%.

As despesas do Poder Executivo variaram 0,4% no período (margem é de 6,0%). Do Poder Legislativo, caíram 0,8% (margem de 10,6%), e do Judiciário, aumentaram levemente em 0,1% (margem de 3,9%).

* Com informações da Estadão Conteúdo e da Reuters, em Brasília

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