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Bloqueio de caminhoneiros gera corrida a postos e zera estoques em SC

Postos de combustíveis em Florianópolis enfrentam filas - Reprodução/Twitter/@step_by_step_2
Postos de combustíveis em Florianópolis enfrentam filas Imagem: Reprodução/Twitter/@step_by_step_2

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

09/09/2021 00h26

O bloqueio de caminhoneiros em estradas de Santa Catarina causou correria de motoristas aos postos de combustíveis da Grande Florianópolis ao longo da noite de hoje.

Na capital, o comandante da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis), Ricardo Pastrana, confirmou ao UOL que pelo menos sete postos de combustíveis ficaram com o estoque zerado em razão do aumento da demanda provocada pelo medo de desabastecimento em razão dos bloqueios das estradas.

"Está grande procura por abastecimento. A Guarda Municipal está presente nos postos de combustíveis, já que pela grande demanda pode haver algum congestionamento. Nossos agentes foram instruídos a auxiliar a população, dar segurança e garantir a fluidez nas principais vias da cidade", comentou.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram filas de carros em estabelecimentos de Florianópolis, Biguaçu, Palhoça e São José.

Em Biguaçu, a PM (Polícia Militar) informou que caminhoneiros bloqueiam durante a noite a saída de caminhões de uma distribuidora de combustível na SC-407.

De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), até as 21h40, os caminhoneiros também bloqueavam, em Santa Catarina, 21 trechos em perímetros da BR-101, BR-116, BR-280, BR-282 e BR-470. As interdições estão em 19 municípios.

Empresas de logística são contra atos em SC

Em nota, a Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina) informou que não compactua com os bloqueios dos caminhoneiros.

A entidade diz que representa 18 mil empresas do setor, que emprega 100 mil funcionários, incluindo caminhoneiros.

"Bloqueios em rodovias impedem o tráfego de caminhões, os quais são responsáveis pela garantia do abastecimento, sobretudo em relação aos insumos básicos, a exemplo de alimentos, medicamentos, combustíveis e suprimentos para hospitais", afirmou o texto.

A entidade diz ainda repudiar atos de bloqueios e impedimentos do tráfego de quaisquer veículos, sejam de pequeno ou grande porte, independente da quantidade de pessoas em seu interior.

Bloqueio atinge 15 estados

O Ministério da Infraestrutura divulgou novo boletim sobre a situação de bloqueios nas estradas e informou que, às 0h30 de hoje, foram registrados pontos de concentração em rodovias federais em 15 estados, sendo 13 com abordagem a veículos de cargas. Os bloqueios começaram ontem, durante os atos de caráter golpista do 7 de Setembro convocados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e seguiram ao longo desta quarta-feira.

Os estados citados pelo ministério, a partir de informações da PRF (Polícia Rodoviária Federal), são: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, São Paulo e Pará.

De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", um dos líderes do movimento intitulado de caminhoneiros patriotas, Francisco Burgardt, também conhecido como Chicão Caminhoneiro, informou que entregaria ainda hoje um documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo a destituição de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

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