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Dólar opera em queda de 0,69%, vendido a R$ 5,231, e Bolsa sobe 1,85%; siga

Na sexta-feira (10) o dólar comercial teve alta de 0,76% - Getty Images/iStock
Na sexta-feira (10) o dólar comercial teve alta de 0,76% Imagem: Getty Images/iStock

Do UOL, em São Paulo

13/09/2021 09h09Atualizada em 13/09/2021 15h17

O dólar comercial operava em queda contra o real e a Bolsa em alta na tarde de hoje.

A moeda norte-americana era negociada por R$ 5,231 por volta das 15h10 (de Brasília), quando caía 0,69%, com os investidores avaliando as perspectivas de manutenção de retórica mais branda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enquanto a inflação e a política monetária — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — continuavam no radar.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em alta de 1,85%, a 116.405,227 pontos, apoiado pelo cenário externo positivo no exterior hoje, enquanto agentes financeiros continuam atentos também à situação político-institucional no Brasil.

Na sexta-feira (10) o dólar comercial teve alta de 0,76%, fechando a R$ 5,267 na venda e a Bolsa caiu 0,93%, aos 114.285,93 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Situação política

Na semana passada, Bolsonaro acendeu o alerta dos mercados em relação às tensões políticas domésticas ao fazer discurso contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso durante manifestações do feriado de 7 de Setembro.

Depois, no entanto, Bolsonaro deu a impressão de ter recuado, esfriando o clima com a divulgação de nota na quinta-feira — redigida com ajuda do ex-presidente Michel Temer (MDB) — em que afirmou nunca ter apresentado intenção de agredir quaisquer dos Poderes.

No fim de semana, o presidente voltou a empregar palavras mais ponderadas ao falar em feira agropecuária no Rio Grande do Sul, afirmando que os Poderes precisam ser respeitados e que o trabalho conjunto de Executivo, Legislativo e Judiciário deve beneficiar todos os brasileiros.

Entretanto, Victor Beyruti, da Guide Investimentos, escreveu que alguns investidores continuavam um tanto céticos quando à "bandeira branca".

Num momento em que se discute a probabilidade de impeachment de Bolsonaro — evento que poderia abalar ainda mais a frágil conjuntura política doméstica, segundo especialistas do mercado — Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora, disse também que a baixa adesão em atos contra o presidente realizados ontem podem dar força ao real.

Manifestantes realizaram atos contra o governo na véspera, defendendo a democracia e o impeachment do chefe do Executivo, mas também reclamando da alta dos preços de alimentos e dos combustíveis no país

Inflação no radar

A inflação, a propósito, segue no radar dos investidores. A pesquisa semanal Focus, do Banco Central, mostrou hoje que o mercado passou a projetar alta de 8% do IPCA em 2021, o que, por sua vez, elevou as apostas para o patamar da taxa Selic. Agora, a expectativa é de que os juros básicos encerrem este ano em 8%.

Custos mais altos dos empréstimos no Brasil tendem a elevar a atratividade do mercado de renda fixa local, o que, por sua vez, pode aumentar o ingresso de dólares no país e ajudar na valorização do real.

Por outro lado, a inflação também tem dado sinais de avanço em outras grandes economias, como os Estados Unidos, e os investidores devem ficar atentos a dados desta semana que podem sinalizar os próximos passos de política monetária do Federal Reserve.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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