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ICMS de bares de SP, que subiu em janeiro, volta ao valor do ano passado

Foto antes da pandemia mostra bar na Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, em São Paulo - iStock
Foto antes da pandemia mostra bar na Rua Aspicuelta, na Vila Madalena, em São Paulo Imagem: iStock

Henrique Sales Barros, Lucas Borges Teixeira e Sara Baptista

Do UOL, em São Paulo

15/09/2021 11h48Atualizada em 15/09/2021 13h49

O governo de São Paulo anunciou a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para bares e restaurantes no estado para 3,2%. O imposto, aumentado em janeiro de 2021 para 3,69%, volta a ser do mesmo valor do ano passado.

O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB) em seu Twitter nesta manhã e confirmado em coletiva nesta tarde. A redução é de 13%.

O preço estabelecido em janeiro seria válido por 24 meses, mas o governador afirmou que abaixará o imposto para auxiliar a retomada do setor de bares e restaurantes, que foi "fortemente afetado pela pandemia" da covid-19. Segundo Doria, a medida vai beneficiar cerca de 250 mil empresas, "com economia de 15% em seu custo".

Na coletiva, o secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou que a medida faz parte de uma série que visa "dar apoio e incentivo para aqueles setores que mais sofreram com a pandemia".

"Não é importante que se cresça só as grandes empresas e a indústria: temos que ter o setor de serviços crescendo, retomando e, com isso, cada vez mais, São Paulo mantém sua posição de liderar a retomada econômica do país", disse o secretário.

Retomada do setor

Com o aumento da vacinação no Brasil e reabertura de certas atividades, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) notou aumento no setor de serviços. Em julho, o comércio cresceu 1,1% em relação a junho e teve alta de 17,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Assim, há tendência de deslocamento dos gastos das famílias de bens para serviços, embora o setor ainda esteja 7,7% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

O setor de serviços responde por 61% do PIB (Produto Interno Bruto) paulista, então o desempenho de lojas, bares, restaurantes, lazer e cuidados pessoais será fundamental para que o PIB paulista cresça 7,5% neste ano, segundo projeções da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), e mais 2,2% em 2022.

O comércio de São Paulo prevê aquecer a economia novamente, com lojas contratando e prevendo crescimento de 20% nas vendas e nas vagas de emprego.

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