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Dólar opera em alta de 0,72%, vendido a R$ 5,526, e Bolsa sobe 0,36%; siga

Ontem o dólar comercial fechou com valorização de 0,02%, vendido a R$ 5,486 - Marcos Brindicci/Reuters
Ontem o dólar comercial fechou com valorização de 0,02%, vendido a R$ 5,486 Imagem: Marcos Brindicci/Reuters

Do UOL, em São Paulo

07/10/2021 09h21Atualizada em 07/10/2021 11h04

O dólar comercial e a Bolsa operavam em alta na manhã de hoje. Por volta das 10h55 (de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,72%, negociada a R$ 5,526, com a permanência de incertezas internacionais e locais ofuscando esperanças de que pelo menos um dos problemas que têm preocupado os mercados nas últimas semanas — a crise do teto da dívida dos Estados Unidos — será resolvido.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, subia 0,36%, a 110.958,34 pontos.

Ontem o dólar comercial fechou com valorização de 0,02%, vendido a R$ 5,486, e a Bolsa terminou a sessão praticamente estável, em leve alta de 0,09%, aos 110.559,57 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Teto nos EUA

Autoridades norte-americanas importantes têm alertado para a importância de elevar o teto de endividamento antes de o país ficar sem dinheiro, mas parlamentares republicanos têm demonstrado resistência em flexibilizá-lo. Aliviando o impasse, no entanto, o principal republicano do Senado, Mitch McConnell propôs que seu partido permita uma extensão do teto da dívida federal até dezembro.

"De forma geral, contudo, ainda vejo um cenário econômico desafiador, que deverá manter os mercados com elevada volatilidade", disse em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, citando a permanência de incertezas como a inflação alta global, expectativa de redução de estímulos nas principais economias e sinais de acomodação do crescimento — todos esses fatores que têm prejudicado o desempenho de ativos arriscados nas últimas semanas.

Na véspera, o Citi alertou que a moeda brasileira pode ficar mais vulnerável conforme o ambiente internacional favorável para moedas de mercados emergentes vai ficando para trás, prevendo que o real encerrará este ano em 5,47 por dólar.

'Pendências' em Brasília

Por aqui, "o investidor deve seguir acompanhando discussões em torno das mesmas pendências das últimas semanas em Brasília", disse em nota Victor Beyruti, da equipe econômica da Guide Investimentos, citando pautas como a PEC dos Precatórios, a Reforma do Imposto de Renda e o debate em torno do auxílio emergencial para a população.

A falta de recursos sob o teto de gastos brasileiro tem sido fator constante de preocupação para os investidores locais, e foi apontada pelo Citi como o principal fator para os patamares subvalorizados do real.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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