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Técnico de carreira assume a Secretaria do Tesouro Nacional

Fachada do Ministério da economia na Esplanada dos Ministérios                               - Marcello Casal JrAgência Brasil
Fachada do Ministério da economia na Esplanada dos Ministérios Imagem: Marcello Casal JrAgência Brasil

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

22/10/2021 19h39

O ex-subsecretário da dívida pública Paulo Fontoura Valle assumirá o cargo de secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Economia. Ele irá substituir Jeferson Bittencourt, que pediu demissão ao lado de outros três secretários após manobra do governo de Jair Bolsonaro para driblar o teto de gastos e viabilizar um auxílio social de R$ 400. A informação sobre a troca de secretários foi confirmada pela reportagem do UOL.

Valle será subordinado a Esteves Colnago, novo secretário especial de Tesouro e Orçamento da pasta, que entra no lugar de Bruno Funchal.

Atual subsecretário de Previdência Complementar no Ministério do Trabalho e Previdência, Valle é servidor de carreira do Tesouro, com especialização em Economia pela Universidade George Washington, dos Estados Unidos. Exerceu o cargo de presidente da Brasilprev de dezembro de 2015 a março de 2018, foi o subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional de 2006 a 2015. Também atuou como coordenador-geral de Operações da Dívida Pública de 1999 a 2006.

Com apoio da ala política do governo, Jair Bolsonaro tem planejado furar o teto de gastos e viabilizar um auxílio social de R$ 400 até o final de 2022, ano em que o presidente tentará a reeleição. O benefício se refere à implantação do Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família. A decisão foi considerada uma derrota para o ministro Guedes.

Na terça, o governo chegou a confirmar um evento para apresentar detalhes do programa, mas cancelou diante da repercussão do mercado com as informações adiantadas pela imprensa. A Bolsa tombou 3,28% e o dólar comercial subiu 1,33%, fechando a R$ 5,594.

Conforme apuração do UOL, o presidente, que tem buscado aumentar a popularidade em busca da reeleição, decidiu que, além dos R$ 300 que tinha combinado para turbinar o Bolsa Família, quer um formato que ainda beneficie os chamados "invisíveis", que não atenderiam aos critérios do programa, com um ticket médio de R$ 100, ampliando o benefício para a faixa dos R$ 400.

A medida implica financiar parte do programa com recursos de fora do teto de gastos, o que foi visto com preocupação por investidores. Ainda não há uma nova data para a apresentação do projeto, que pode passar por alterações.

Quatro secretários que integravam a equipe de Guedes pediram demissão ontem, conforme apuração da colunista Carla Araújo, do UOL. Foram eles: o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial-adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Os quatro informaram razões pessoais, segundo o ministério. "Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro [Paulo Guedes] pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país", diz a pasta.

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