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Kennedy: Ex-ministro de Bolsonaro no TSE é vacina contra golpismo em 2022

Colaboração para o UOL

14/12/2021 19h41

Em participação ao UOL News de hoje, o colunista Kennedy Alencar repercutiu a notícia de que o ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, general da reserva, decidiu encerrar o período sabático e vai assumir no início do ano que vem o cargo de novo diretor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ele foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em março deste ano, depois do episódio em que também foram trocados os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Para Kennedy, esta decisão do TSE é uma vacina contra o golpismo de Bolsonaro. Apesar disso, ele lembrou que Fernando Azevedo e Silva, no ano passado, comemorou o golpe militar de 1964, dentre outras coisas.

"É muito ruim que em 2021 a democracia brasileira precise de um general na direção geral do TSE para servir de vacina contra um presidente golpista. Isso é um sinal do tamanho do retrocesso institucional do país."

"O lado positivo disso é que o TSE está pegando um militar que é dissidente do governo Bolsonaro para quando houver resultado da eleição do ano que vem e Bolsonaro vier com discurso de mau perdedor, como [Donald] Trump, fez em 2020 nos Estados Unidos, o TSE ter um argumento de que tinha um general supervisionando a coisa, inclusive que foi ministro do governo", avaliou.

A informação foi publicada pela revista Veja e confirmada pela coluna de Carla Araújo com duas fontes militares.

Reajuste a policiais

O reajuste prometido pelo presidente da República para os policiais deve custar cerca de R$ 2,8 bilhões em 2022. O gasto com o projeto de reestruturação das carreiras da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) foi calculado pelo Ministério da Justiça.

Segundo o colunista, este é um reajuste completamente fora da realidade orçamentária. "Essas categorias, principalmente a Polícia Federal, tiveram uma restruturação de carreira recente. Os salários iniciais na PF são acima de R$ 12 mil, na Polícia Rodoviária Federal gira em torno de R$ 9 mil, R$10 mil. No conjunto do funcionalismo, na comparação, não são salários ruins", argumentou.

Kennedy lembrou ainda que existe uma briga ornamentaria no país. "Estamos vendo que o Brasil vive uma crise fiscal, faltam recursos públicos para a saúde e educação. Portanto, é uma concessão eleitoreira da equipe econômica, é o Paulo Guedes fazendo tudo para ficar mais no cargo e a área econômica se sujeitando a um interesse eleitoral e político de Bolsonaro."

Portanto, disse, o reajuste é "descabido" do ponto de vista econômico e "perigoso" do ponto de vista político.

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