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Dólar opera em alta, perto de R$ 5,72, mesmo com atuação do BC; Bolsa sobe

Do UOL

Em São Paulo

15/12/2021 09h30Atualizada em 15/12/2021 16h12

A Bolsa subia, e o dólar comercial operava em alta nesta quarta-feira (15), mesmo com a atuação do Banco Central para tentar conter a valorização. Por volta das 16h10, a moeda norte-americana subia 0,43%, a R$ 5,718, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, ganhava 0,06%, a 106.821,38 pontos. A Bolsa começou a manhã em queda, mas foi subindo ao longo do dia com o avanço das ações de frigoríficos, após a China derrubar o embargo à carne bovina brasileira.

Ontem (14) o dólar comercial fechou com valorização de 0,35%, vendido a R$ 5,694, e o Ibovespa a 106.759,922 pontos, com desvalorização de 0,58%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

BC atua para conter alta do dólar

Com o dólar em alta, o Banco Central decidiu reforçar sua atuação no mercado de câmbio durante a manhã. Quando a moeda norte-americana atingiu R$ 5,722, às 10h48, a instituição anunciou um leilão de venda de dólares. Na operação, foram vendidos às instituições financeiras US$ 950 milhões. A atuação do BC fez o dólar comercial voltar a ser cotado abaixo dos R$ 5,70 por um período.

Também durante a manhã, o BC realizou dois outros leilões, já programados, de swaps cambiais —um tipo de contrato cambial negociado com as instituições financeiras.

O efeito da venda de swaps é equivalente à negociação de dólares com o mercado, o que também contribui para segurar a cotação da moeda. Nestas duas operações, o BC negociou US$ 1,45 bilhão.

BC dos EUA informa decisão hoje

O principal destaque de hoje é a reunião de dois dias do Fed, cuja decisão será anunciada às 16h. A expectativa de participantes do mercado é de que o banco acelere o ritmo de redução de suas compras mensais de títulos.

A expectativa é que o Fed sinalize uma aceleração para entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões no ritmo compra de ativos, de US$ 15 bilhões atualmente, o que significa menos dinheiro circulando. Além disso, o Fed deve sinalizar um início antecipado da alta de juros. Uma pesquisa da Reuters com economistas sugere uma primeira alta no terceiro trimestre de 2022.

Juros mais altos nos EUA aumentariam a rentabilidade de investimentos nos títulos soberanos dos EUA, considerados o ativo mais seguro do mundo. Isso tende a atrair para lá recursos hoje aplicados em outros países, como o Brasil, o que faria o dólar subir.

Prévia do PIB no Brasil pior que o esperado

No Brasil, dados do Banco Central mostraram que o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia informal do PIB (Produto Interno Bruto), caiu 0,4% em outubro, na comparação com setembro, resultado pior que os -0,2% previstos por analistas em pesquisa da agência de notícias Reuters.

Esse é o mais recente sinal de tropeço da atividade econômica brasileira, após desempenhos decepcionantes do PIB do terceiro trimestre e dos setores de varejo e serviços.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, disse à Reuters enxergar um cenário desafiador para o real em 2022, com expectativas de crescimento baixo ou até inexistente no Brasil somando-se a prováveis aumentos de juros nos Estados Unidos e às incertezas políticas impostas pelas eleições presidenciais.

"Eu adotaria posturas bastantes defensivas", disse ele sobre o ano que vem, afirmando que não descarta a possibilidade de o dólar alcançar a casa dos R$ 6.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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