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Bolsa cai mais de 2% com temor sobre ômicron; dólar tem alta, a R$ 5,733

UOL

Em São Paulo

20/12/2021 09h20Atualizada em 20/12/2021 16h03

A Bolsa de Valores brasileira operava em queda, em meio à queda global dos ativos de risco por conta de temores com a variante ômicron da covid-19. Por volta das 16h (de Brasília), o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em queda de 2,10%, atingindo 104.944,85 pontos.

No mesmo horário, o dólar comercial subia 0,85%, vendido a R$ 5,733, com investidores de todo o mundo buscando ativos considerados seguros hoje em meio a temores de que a ômicron leve grandes economias a adotar medidas mais rígidas de combate à covid-19.

O aumento das infecções globais pela variante provocava preocupações nos mercados financeiros, uma vez que vários países europeus e o Reino Unido avaliam a possibilidade de restrições durante o Natal.

Na sexta-feira (17) a Bolsa fechou com queda de 1,04%, a 107.200,562 pontos, e o dólar subiu 0,1%, fechando a R$ 5,685 na venda.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Temor por ômicron

"Mercados globais estão abrindo a semana em tom de 'risk-off' (aversão a risco), com investidores de olho na piora do quadro sanitário global", disse em nota Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos. "Ativos de risco não deverão escapar do contágio pela piora de sentimento generalizada que caracteriza os mercados internacionais."

Após a Holanda decretar lockdown no domingo — possivelmente pressionando outras economias europeias a adotar medidas semelhantes para frear a disseminação da cepa ômicron —, as bolsas europeias e os futuros de Wall Street caíam com força hoje.

Além dos receios associados à pandemia, economistas do Bradesco chamaram a atenção para "liquidez reduzida (nos mercados internacionais) por conta das festividades de final de ano". Os negócios serão encurtados nesta semana pela véspera de Natal, que cai na sexta-feira.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, os especialistas do banco também disseram que o foco dos participantes do mercado cairá sobre indicadores econômicos tanto do Brasil — com divulgação na quinta-feira do IPCA-15 de dezembro — quanto dos Estados Unidos, que publica durante a semana leituras sobre o PIB (Produto Interno Bruto) e o índice de preços PCE.

À medida que este ano chega ao fim, participantes do mercado começavam a olhar ainda para os desafios do real para 2022, quando o dólar deve se beneficiar globalmente de altas de juros nos EUA. No âmbito local, as eleições presidenciais podem elevar as incertezas no mercado num período de crescimento econômico provavelmente fraco.

A pauta fiscal também segue no radar, em meio à percepção de que a credibilidade do Brasil foi abalada nos últimos meses pela pressão do governo por mais gastos, que levou, no fim das contas, a alteração na regra do teto de gastos por meio da PEC dos Precatórios, recém-promulgada.

Hoje, havia expectativa de votação do relatório final do Orçamento de 2022 na Comissão Mista do Orçamento.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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