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Dólar opera quase estável, a R$ 5,747, após BC anunciar leilão; Bolsa sobe

UOL

Em São Paulo

21/12/2021 09h27Atualizada em 21/12/2021 13h39

O dólar comercial operava quase estável e a Bolsa em alta na manhã de hoje. Por volta das 13h40 (de Brasília), a moeda norte-americana oscilava 0,06%, vendida a R$ 5,747, após o Banco Central voltar a entrar em cena nos mercados, anunciando, na tarde da véspera, a realização neste pregão de leilão de moeda à vista.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, subia 0,39%, registrando 105.432,07 pontos, com os ativos de riscos globais se recuperando parcialmente da liquidação do dia anterior, quando o temor com a ômicron derrubou índices em todo o mundo.

Ontem (20) o dólar comercial fechou com valorização de 1,02%, vendido a R$ 5,743, e a Bolsa teve desvalorização de 2,17%, fechando a 104.870,609 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Leilão do BC

Na operação desta manhã, a quinta do tipo nos últimos oito pregões, o BC vendeu o total da oferta de até US$ 500 milhões. O leilão à vista teve a "intenção de prover liquidez ao mercado cambial brasileiro", disse em nota Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Além de fatores sazonais locais que tradicionalmente elevam a busca pela moeda norte-americana —como o pagamento de juros e dividendos por parte de empresas com a chegada do fim do ano—, os últimos dias têm contado com maior instabilidade nos mercados internacionais, em meio a receios sobre qual será o impacto econômico da variante ômicron do coronavírus e sinalizações mais duras com a inflação de grandes bancos centrais.

"Na minha visão, uma parte da pressão de curto-prazo pode ser explicada pela nova onda pandêmica", disse em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. "Todavia, a inflação elevada e a necessidade de normalização monetária no mundo devem ser vetores de duração mais longa e fontes mais persistentes de instabilidade aos ativos de risco."

Na semana passada, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou a aceleração da redução de seus estímulos e passou a prever três altas de juros para o ano que vem, o que é amplamente visto como positivo para o dólar.

No Brasil, outros desafios ofuscam as perspectivas do real. "Continuamos em um pano de fundo de incerteza fiscal, com a continuidade de pressões para mais gastos às vésperas de um ano eleitoral", disse Kawa.

Depois de o governo ter conseguido alterar a regra do teto de gastos —importante âncora fiscal do país— por meio da PEC dos Precatórios, abrindo espaço fiscal para financiamento do programa Auxílio Brasil, o Ministério da Economia fez pedido na semana passada para remanejar quase R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2022 com a finalidade de reajustar salários de algumas carreiras de servidores públicos.

Investidores devem ficar atentos à votação do relatório final do Orçamento pela CMO (Comissão Mista de Orçamento), que foi adiada de ontem para hoje.

Além da pauta fiscal, os mercados ficavam receosos com a aproximação da corrida eleitoral do ano que vem, que já promete elevar a incerteza política e, consequentemente, aumentar a busca pela segurança do dólar.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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