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Boicote, cancelamento e BBB: veja 5 polêmicas no marketing em 2021

Reprodução
Imagem: Reprodução

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/12/2021 04h01

O segundo ano da pandemia fez com que a indústria do marketing e da propaganda de todo o planeta se adaptasse melhor ao tipo de comunicação que o consumidor topou receber —diminuírem as lives, sucesso de 2020, e "propósito de marca" se tornou a expressão da vez de dez a cada dez marcas.

Com as mudanças, o ano teve menos polêmicas do que 2020 —mas houve gafes, pedidos de boicotes e muito amor (e ódio) pelo Big Brother Brasil. O Burger King foi "cancelado", a Monja Cohen se tornou "embaixadora do bom senso" da Ambev e o Sleeping Giants continuou sua campanha contra veículos que disseminam ódio na internet. O BBB (Big Brother Brasil) se tornou (ainda mais) sucesso de audiência.

Listamos abaixo cinco das principais polêmicas do ano. Confira:

Comercial do Burger King atacado nas redes

O Burger King lançou, em junho, um comercial no qual crianças e pré-adolescentes falavam sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo.

A campanha logo foi alvo de críticas e ataques homofóbicos, com um pedido de "cancelamento" da marca por ter utilizado crianças em uma ação de marketing com viés LGBTQIA+.

Discurso homofóbico de Sikêra Jr

A campanha do Burger King, aliás, gerou mais uma polêmica. Dias após o lançamento do comercial, o apresentador Sikêra Jr., da RedeTV, fez duras críticas à campanha: "Vocês são nojentos. Nós estamos calados, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento em que vamos ter que fazer um barulho maior. O comercial é podre, nojento", disse Sikêra.

O discurso homofóbico do apresentador gerou uma campanha nas redes sociais para que as marcas deixassem de patrocinar o programa da RedeTV. A ação, conduzida pelo Sleeping Giants Brasil, movimento que luta contra o financiamento do discurso de ódio, recebeu respostas de 203 empresas que afirmaram que iriam retirar seus anúncios do programa e do canal do YouTube do apresentador.

Em outubro, Sikêra Jr conseguiu uma liminar na Justiça que proibia a continuidade da campanha nas redes sociais. A Justiça classificou a atitude do grupo como uma "campanha de constrangimento aos anunciantes". O Sleeping Giants afirma não ter conhecimento da ação.

BBB, ame-o ou odeie-o

O Big Brother Brasil, que chegou à sua 21ª edição em 2021, se consolidou como maior sucesso recente da televisão brasileira.

Potencializado pelo isolamento social causado pela pandemia, o programa deste ano bateu recordes de audiência e deixou como herança dois dos maiores garotos-propagandas da atualidade: o economista Gil do Vigor e a advogada Juliette Freire, vencedora do prêmio de R$ 1,5 milhão. Eles já estrelaram campanhas para mais de 30 marcas desde o fim do programa, em maio.

Boicote na Copa América

O receio em relação a possíveis boicotes por parte dos consumidores foi um dos motivos que fez com que empresas tradicionais, como Mastercard, Ambev e Diageo, abrissem mão de exibir suas marcas na Copa América de futebol deste ano, realizada no Brasil.

As patrocinadoras do campeonato anunciaram que não fariam ações de marketing específicas durante o evento, em junho. Especialistas afirmaram, na época, que as empresas atuaram numa espécie de "fair play de branding", já que o torneio foi realizado num momento de crise de imagem da CBF, crise de popularidade do torneio e polarização política.

A Copa América estava marcada para junho de 2020, na Argentina e na Colômbia, e foi adiada para 2021 por causa da covid-19. Em maio, os dois países abriram mão da realização do campeonato. Assim, a competição foi transferida para o Brasil de última hora. O título do torneio acabou ficando com a seleção da Argentina.

Monja Coen, "embaixadora da moderação"

Em agosto, Monja Coen, um dos principais nomes ligados à filosofia budista no país, foi anunciada como "embaixadora da moderação" da Ambev.

Em teoria, a Monja, com mais de 2,7 milhões de seguidores no Instagram e mais de 500 mil livros vendidos, ajudaria a cervejaria a falar sobre "limites e autoconhecimento". As mensagens falariam de promoção da saúde e limites do corpo e, segundo a empresa, não abordarão produtos ou marcas.

Foi um golaço da marca? Difícil dizer. No final das contas, a parceria ainda não decolou, depois de muitas reclamações (e piadas) dos consumidores nas redes sociais.

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