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Dólar opera quase estável, vendido a R$ 5,636; Bolsa cai 0,66%

UOL

Em São Paulo

28/12/2021 09h17Atualizada em 28/12/2021 13h58

O dólar comercial operava praticamente estável e a Bolsa em queda na tarde de hoje (28). Por volta das 13h55 (de Brasília), a moeda norte-americana oscilava negativamente 0,05%, vendida a R$ 5,636, conforme investidores locais avaliavam as perspectivas da saúde fiscal do Brasil.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, caía 0,66%, atingindo 104.858,31 pontos, mesmo diante da manutenção de humor favorável aos ativos de risco no exterior, com os índices futuros de ações atingindo máximas históricas nos Estados Unidos.

No Brasil, mercado digere dado de desemprego e estatísticas mensais de crédito, enquanto segue atento aos desenrolares da pauta fiscal.

Ontem (27) o dólar comercial fechou com desvalorização de 0,42%, vendido a R$ 5,639, e a Bolsa fechou com valorização de 0,63%, a 105.554,398 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Receios fiscais

Receios fiscais seguiam sob os holofotes, com agentes locais monitorando a situação dos auditores da Receita Federal que entregaram seus cargos em ato contra cortes orçamentários.

Segundo nota de Victor Guglielmi, economista da Guide Investimentos, a greve dos funcionários da Receita, bem como as negociações em torno reajustes do funcionalismo público, deve "sustentar cautela no início de 2022".

Temores sobre despesas adicionais no próximo ano vêm depois de o governo ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, alterar a regra do teto de gastos para abrir o espaço fiscal necessário para financiar auxílio à população no valor de R$ 400 por família.

Isso gerou entre parte dos mercados a percepção de que as regras fiscais do Brasil poderiam estar sujeitas a mais alterações no futuro de forma a comportar mais gastos, o que minaria a confiança de investidores estrangeiros no país.

"A pressão por reajustes salariais e mais gastos públicos segue intensa (e assim deve continuar), mantendo um pano de fundo de incerteza e fragilidade", comentou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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