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Dólar opera em queda, a R$ 5,70, e Bolsa sobe mais de 1% após tombar ontem

UOL

Em São Paulo

06/01/2022 09h24Atualizada em 06/01/2022 13h41

Vindo de três altas seguidas, o dólar comercial operava em leve queda e a Bolsa em alta na manhã de hoje. Por volta das 13h40h (de Brasília), a moeda norte-americana caía 0,17%, vendida a R$ 5,703, depois de fechar numa máxima em duas semanas na véspera com a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, que mostrou postura mais dura em relação à inflação.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira operava em alta de 1,12%, a 102.135,82 pontos, na esteira de uma queda de mais de 2% na véspera, também por conta de postura mais dura do Federal Reserve com relação à inflação.

Ontem (5) o dólar comercial fechou com valorização de 0,39%, vendido a R$ 5,712, e a Bolsateve queda de 2,42%, fechando a 101.005,641 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Ata do Fed

O dólar foi impulsionado globalmente ontem, depois que a ata da reunião de política monetária de 14 a 15 dezembro do banco central norte-americano mostrou que as autoridades podem aumentar os juros mais cedo do que o esperado e reduzir sua carteira geral de ativos para conter a inflação elevada.

"A alta de juros deverá acontecer antes do que os próprios membros esperavam e de maneira mais intensa", disse a equipe de macro e estratégia do BTG Pactual em relatório divulgado ontem.

Isso, combinado à possibilidade de diminuição do balanço do Fed, mantém expectativas de um dólar global mais forte e alta de juros pelo Fed já em março, disseram os especialistas do BTG, que esperam que o banco central norte-americano eleve os custos dos empréstimos quatro vezes em 2022.

Juros mais altos nos Estados Unidos são vistos como importante fator de impulso para o dólar porque elevam a rentabilidade dos títulos soberanos norte-americanos, considerados ativo muito seguro, o que tenderia a atrair mais recursos para a maior economia do mundo.

"Como se não bastasse" a sinalização mais dura do que o esperado do Fed, "por aqui ficou o clima de pessimismo sobretudo com as discussões sobre os gastos públicos e ao aumento das incertezas fiscais", disse em nota hoje a Genial Investimentos.

Depois de o governo ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, abrir espaço para mais gastos com ajuda financeira à população, servidores públicos de várias categorias têm pressionado a União a promover reajustes salariais, levantando temores sobre a saúde das contas públicas, apesar de melhora recente em dados fiscais.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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