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Dólar opera em alta, a R$ 5,671, após duas quedas; Bolsa cai mais de 1%

Do UOL, em São Paulo

10/01/2022 09h20Atualizada em 10/01/2022 16h21

Vindo de duas baixas seguidas, o dólar comercial quebrava a tendência nas operações da tarde de hoje (10). Por volta das 16h15 (de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,7%, vendida a R$ 5,671.

Na última sexta-feira (7), o dólar comercial fechou com desvalorização de 0,85%, vendido a R$ 5,632.

Já o Ibovespa opera em baixa após duas sessões de alta. No mesmo horário, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) tombava 1,12%, registrando 101.571,88 pontos. O indicador havia fechada a semana passada com alta de 1,14%, a 102.719,469 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

A semana marcada por temores internacionais sobre aumentos de juros nos Estados Unidos e infecções crescentes por covid-19, enquanto, no Brasil, investidores monitoravam as perspectivas da saúde das contas públicas. Apesar do recuo, a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não estariam garantidos reajustes a nenhuma categoria de servidores pode dar algum alívio na cena fiscal doméstica.

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

Aumento de juros nos EUA

Os principais índices de ações nos EUA recuavam, após os rendimentos dos Treasuries de dez anos subirem para o maior patamar desde o início de 2020 nesta manhã. O movimento ocorre depois que a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) revelar na semana passada um discurso mais duro da instituição sobre a escalada da inflação, com perspectiva de aumento na taxa de juros do país antes do previsto.

Na sexta-feira, números do mercado de trabalho norte-americano corroboraram com essa tese, na leitura do mercado, e a curva de juros nos EUA precifica chance de mais de 70% de uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros em março. A alta dos juros nos EUA afeta a liquidez dos mercados globais e eleva o custo de capital das empresas, impactando negativamente as bolsas.

No Brasil, a Intermédica era principal pressão negativa para o Ibovespa, enquanto a JBS estava do lado oposto.

O Ibovespa vem de duas sessões consecutivas de alta, que ainda assim não evitaram um recuo na primeira semana do ano.

Apesar de pregão negativo por conta do exterior, a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não estariam garantidos reajustes a nenhuma categoria de servidores pode dar algum alívio na cena fiscal doméstica.

Analistas do Itaú BBA incluindo Marcelo Sá projetam um ano difícil para o Ibovespa, com o índice fechando em 115.000 pontos — o alvo de 2021 era 120.000 —, segundo relatório a clientes. Eles citam o impacto negativo do maior custo de capital, dada a elevação nos juros, e um menor lucro por ação, com cenário macroeconômico mais desafiador.

A pesquisa semanal Focus do Banco Central com economistas desta semana mostrou elevação na estimativa para a taxa Selic em 2022, de 11,50% para 11,75%, enquanto a projeção do Produto Interno Bruto do país caiu de 0,36% para 0,28%.

(Com Reuters)

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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