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Dólar opera em alta de 2,11%, a R$ 5,047, e Bolsa cai 1,89%; acompanhe

UOL

Em São Paulo

02/05/2022 09h25Atualizada em 02/05/2022 14h11

O dólar comercial operava em forte alta, negociado acima da marca psicológica de R$ 5, e a Bolsa em queda na tarde de hoje.

Por volta das 14h10 (de Brasília), a moeda norte-americana subia 2,11%, negociada a R$ 5,047, à medida que o clima mais arisco no exterior mantinha a demanda pela divisa norte-americana, em início de semana que deve ser dominada pelas reuniões de política monetária dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em queda de 1,89%, a 105.840,78 pontos, em meio à baixa dos contratos futuros de ações em Nova York.

Na sexta-feira (29) o dólar fechou quase estável, a R$ 4,943 na venda, e a Bolsa a 107.876,156 pontos, com queda de 1,86%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Juros nos EUA

Ditando o comportamento dos mercados internacionais —onde as principais ações caíam e os rendimentos dos títulos soberanos dos EUA avançavam acentuadamente— estava a reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, que começa na terça e termina na quarta-feira.

Várias autoridades da instituição, incluindo o chair Jerome Powell, já indicaram que os juros básicos dos EUA serão elevados em 0,5 ponto percentual no encontro desta semana, o que representaria uma dose de aperto mais agressiva que os costumeiros ajustes de 0,25 ponto.

Nesse contexto, "parte do fluxo global começa a se alinhar a um cenário mais conservador, que em partes afetou a valorização do real frente ao dólar, o movimento em commodities de toda a ordem e também, em partes, as perspectivas inflacionárias de diversas localidades do mundo", disse em relatório Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Juros mais altos em determinado país tendem a elevar a atratividade da renda fixa local, o que pode beneficiar sua moeda. Nesta segunda-feira, a taxa de um título soberano norte-americano protegido da inflação, também chamado de rendimento real, entrou em território positivo, indo ao maior patamar desde março de 2020.

No Brasil, os juros estão em níveis bem acima dos custos dos empréstimos nos Estados Unidos —o que inclusive foi fator de impulso para o real no primeiro trimestre deste ano—, mas alguns participantes do mercado apontam que os ativos norte-americanos oferecem muito mais segurança ao investidor que os brasileiros.

A Selic está atualmente em 11,75%, e a expectativa é de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central aumente a taxa em 1 ponto percentual em sua reunião desta semana, que coincide com o encontro do Fed.

"A expectativa gira em torno da comunicação do Comitê diante do cenário incerto e elevadas pressões inflacionárias, especialmente no componente subjacente da inflação", disse a equipe de macro e estratégia do BTG Pactual em relatório. "Esperamos que deixe a porta aberta para a continuidade do ciclo de elevação, ainda mais diante da aceleração do dólar e os possíveis impactos na inflação à frente."

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

* Com Reuters

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