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PF: fraude contra o INSS no Rio forjava casamentos com mortos

O esquema criminoso contaria com a participação ativa de servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) - Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo
O esquema criminoso contaria com a participação ativa de servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Imagem: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL*

09/06/2022 09h38Atualizada em 09/06/2022 09h38

A PF (Polícia Federal) deflagrou, hoje, operação no Rio de Janeiro contra organização criminosa suspeita de cometer fraudes previdenciárias. A Operação União Póstuma cumpre 31 mandados de busca e apreensão, em endereços da capital e na Baixada Fluminense, incluindo uma agência da Previdência Social em Japeri.

Segundo as investigações, cerca de 700 benefícios têm indícios de irregularidades, o que gerou perdas de R$ 21 milhões à Previdência. O grupo falsificava documentos públicos e particulares para forjar relações conjugais e obter benefícios previdenciários e assistenciais, em especial pensões por morte.

O esquema criminoso contaria com a participação ativa de servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que movimentavam os sistemas informatizados da Previdência. Também são suspeitos de participação no esquema advogados, despachantes e um escrevente de cartório.

Outro esquema criminoso envolvia a reativação, sem pedido, de benefícios previdenciários anteriormente suspensos/cessados ou que estavam com pagamentos represados.

O UOL entrou em contato com a assessoria de imprensa do INSS. Caso haja resposta, o texto será atualizado.

Sequestro de bens

Além dos mandados de busca e apreensão, a 3ª Vara Federal de São João de Meriti, na Baixada, decretou medidas de afastamento das funções públicas, arresto/sequestro de bens e suspensão de benefícios. De acordo com a PF, a operação vai evitar prejuízo de mais R$ 110 milhões, com a cessação dos pagamentos dos benefícios investigados.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsificação de documento público e particular, uso de documento falso e peculato eletrônico.

*Com informações da Agência Brasil