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Dólar chega a R$ 5 após divulgação de inflação dos EUA; Ibovespa tem queda

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo*

10/06/2022 09h17Atualizada em 10/06/2022 16h07

O dólar comercial atingiu R$ 5 nesta sexta-feira (10) por volta das 11h35 (de Brasília), enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrava queda de 1,67% no mesmo horário.

Às 16h a moeda operava em alta de 1,39%, sendo cotada a R$ 4,984. No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 1,23%, aos 105.781,2 pontos.

Os números são resultado da reação do mercado após a divulgação do índice de inflação dos Estados Unidos, que chegou ao pior patamar em 40 anos. Nos últimos 12 meses, encerrados em maio, a inflação americana acumulada foi de 8,6%.

Ontem (9) o dólar comercial fechou com valorização de 0,52%, vendido a R$ 4,916. Já o índice caiu 1,18%, e fechou a 107.093,711 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Inflação nos EUA

O resultado da inflação nos Estados Unidos superou o esperado e intensificou temores de um aumento da taxa de juros.

O índice saltou 1% no mês passado, após avanço de 0,3% em abril, disse o Departamento do Trabalho do país nesta sexta-feira.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice vai a 8,6%.

Economistas consultados pela Reuters projetavam aumento mensal de 0,7%. "Isso é um indicador bem ruim. Deixa na cara o quanto a inflação está e ainda deve permanecer descontrolada nos Estados Unidos", disse à Reuters Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.

Como o dado de preços ao consumidor veio na esteira de uma leitura robusta sobre a situação do emprego nos EUA no mês passado, a situação desenhada é de que, ao mesmo tempo em que há clara necessidade de controlar a inflação, a maior economia do mundo ainda está resiliente, de forma que o Fed "tem chão para apertar a política monetária", disse Izac.

Essa percepção impulsionava o dólar em todo o mundo.

Juros mais altos na maior economia do mundo tendem a beneficiar o dólar porque impulsionam os retornos da dívida soberana norte-americana, a mais segura do mundo. O Fed já elevou os custos dos empréstimos em 0,75 ponto percentual desde março deste ano.

Ao mesmo tempo, a perspectiva de aperto monetário "deixa mais aflorado o sentimento de que a economia (dos EUA) pode entrar num cenário de recessão", explicou Izac, o que tende a azedar o apetite por risco dos investidores e levar a fugas de capital de ativos mais arriscados, como moedas de países emergentes.

*Com informações da Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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