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Dólar opera em alta de 0,59%, vendido a R$ 5,145; Bolsa cai

Do UOL*, em São Paulo

14/06/2022 09h19Atualizada em 14/06/2022 16h30

Após seis altas seguidas, o dólar comercial quebrava a tendência nas operações da manhã de hoje (14). Por volta das 16h30 (de Brasília), a moeda norte-americana operava em alta de 0,59%, vendida a R$ 5,145. A divisa se acomoda em meio a um dia mais calmo nos mercados globais de câmbio após o forte estresse da véspera.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), caía 0,92%, aos 101.650,83 pontos.

Ontem (13) o dólar comercial fechou com valorização de 2,54%, vendido a R$ 5,115, maior valor em um mês. Já o Ibovespa perdeu 2,73%, e terminou o dia aos 102.598,18 pontos, menor valor em cinco meses.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Calmaria após série de altas

O dólar completou na segunda-feira sua sexta sessão consecutiva de altas frente ao real, mais longa série do tipo desde setembro de 2021.

No período atual, acumulou ganho de 7%.

'Portas abertas' para nova alta de juros

O foco do mercado segue voltado para o que o Federal Reserve dos Estados Unidos vai decidir e sinalizar ao fim da reunião de política monetária na quarta-feira (15), mesma data de anúncio da nova taxa de juros no Brasil, definida pelo Copom (Conselho Monetário) do Banco Central brasileiro.

Os dados da inflação e as rápidas mudanças de visão nos mercados financeiros na segunda-feira abriram as portas para um aumento da taxa de juros de 0,75 ponto percentual, maior do que o esperado antes.

É um movimento que as autoridades haviam minimizado nas últimas semanas conforme se aproximava a data da reunião que dura dois dias, mas que agora eles podem estar prontos para adotar em resposta aos dados que ainda não mostraram progresso em conter o ritmo dos aumentos de preços.

A possibilidade crescente de um movimento surpresa foi relatada na segunda-feira pelo Wall Street Journal, ajudando a impulsionar ainda mais as negociações em contratos futuros vinculados à política do Fed nessa direção.

As autoridades do Fed não falaram publicamente desde o início de seu período de silêncio em 4 de junho, e antes disso disseram que estavam se inclinando para um segundo aumento de 0,5 ponto no encontro de 14 e 15 de junho.

Mas dados do Departamento do Trabalho divulgados na sexta-feira mostraram uma aceleração da inflação dos preços ao consumidor em maio para 8,6% na base anual.

*Com Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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