PUBLICIDADE
IPCA
0,47 Mai.2022
Topo

Cotações

Bolsa tem baixa e ações da Petrobras recuam após reajuste de combustíveis

Na quarta-feira (15), o Ibovespa fechou em alta 0,73%, a 102.806,820 pontos - Amanda Perobelli/Reuters
Na quarta-feira (15), o Ibovespa fechou em alta 0,73%, a 102.806,820 pontos Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

17/06/2022 14h10Atualizada em 17/06/2022 15h12

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, operava em queda na tarde de hoje (17). Por volta das 13h51 (horário de Brasília), ele registrou uma desvalorização de 3,7%, aos 98.999,211 pontos. Com o anúncio de reajuste dos preços dos combustíveis pela Petrobras, a estatal viu suas ações caírem cerca de 9%.

Por volta das 12h35, Petrobras PN caía 8,22%, a 26,69 reais, e Petrobras ON recuava 8,58%, a 29,50 reais. Nas mínimas até o momento, chegaram a 26,46 e 29,40 reais, respectivamente.

Na quarta-feira (15), o Ibovespa fechou em alta 0,73%, a 102.806,820 pontos.

A Petrobras anunciou hoje um aumento de 5,18% no preço da gasolina e de 14,26% no diesel. Os novos preços passam a valer a partir de amanhã para as distribuidoras.

Em nota à imprensa, a Petrobras disse ser "sensível" ao momento pelo qual o Brasil e o mundo passam. "Quando há uma mudança estrutural no patamar de preços globais, é necessário que a Petrobras busque a convergência com os preços de mercado", justifica a estatal. O diesel ficou 39 dias sem reajuste e a gasolina, 99 dias.

Para o analista do Credit Suisse Regis Cardoso, o aumento dos preços é positivo para a companhia, "mas pode aumentar a pressão política".

O aumento acontece dias após o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmar, durante entrevista para o canal do YouTube da jornalista Leda Nagle, que a Petrobras estaria "dando dica" de que planeja aumentar os preços.

"Não interessa quanto seja o aumento, já está absurdo o preço dos combustíveis", disse o presidente, que chamou o lucro da empresa de "extorsivo".

A alta dos combustíveis é considerada um risco para os planos de reeleição de Bolsonaro pelos impactos na popularidade do governo em ano eleitoral.

Preço do petróleo cai 5% nos EUA

Os preços do petróleo caíram cerca de 5% nesta sexta-feira por pressão pressionados por uma queda nos contratos futuros de gasolina dos EUA, já que os aumentos das taxas de juros dos principais bancos centrais alimentaram as preocupações com uma forte desaceleração econômica.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, culpou o avanço dos preços de gasolina pelo pessimismo econômico do país e disse que, antes disso, as "coisas estavam muito mais otimistas".

"Se você quiser um barômetro direto do que as pessoas vão conversar na mesa de cozinha ou da sala de jantar e se as coisas estão indo bem, é o custo da comida e o custo da gasolina na bomba", disse Biden em entrevista a Associated Press.

*Com Reuters e Estadão

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Cotações