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Dólar fica estável, vendido a R$ 5,15; Bolsa sobe 0,55% após queda de 1%

Getty Images via BBC
Imagem: Getty Images via BBC

Do UOL, em São Paulo

20/06/2022 09h29Atualizada em 20/06/2022 13h33

O dólar comercial operava em estabilidade no início da tarde desta segunda-feira (20), vendido a R$ 5,15, e a Bolsa registrava alta de 0,55% após chegar a cair mais de 1% durante a manhã. Por volta das 13h30, a moeda norte-americana tinha valorização de 0,13%, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, subia 0,55%, a 100.372,05 pontos.

As ações da Petrobras chegaram a ter as negociações suspensas na Bolsa duas vezes após o presidente da estatal, José Mauro Coelho, pedir demissão do cargo, depois de dias de pressão e ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Também afetava o mercado os receios sobre o aumento dos juros nas principais economias do mundo.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Demissão do presidente da Petrobras

A incerteza sobre o futuro da Petrobras voltou aos holofotes nesta segunda-feira, depois que Coelho pediu demissão, somando-se a um ambiente já difícil, em meio às preocupações sobre o crescimento econômico global e à aproximação das eleições presidenciais.

A saída de Coelho ocorre em meio à crescente pressão sobre a estatal, especialmente após o aumento dos preços do diesel e da gasolina anunciado na sexta-feira. Coelho é o terceiro presidente da Petrobras a deixar o comando em um contexto de insatisfação do governo com a política de preços da empresa. O governo é o acionista majoritário da estatal.

"No Brasil, o destaque para hoje continua sendo o conflito provocado pelo aumento de preços do diesel e gasolina da Petrobras", citou a Guide Investimentos em nota a clientes.

Juros altos no mundo

Michelle Hwang, estrategista de câmbio e juros do BNP Paribas, atribuiu cita a decisão recente do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) de subir sua taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, maior aumento desde 1994, como fator que puxa a valorização do dólar.

Além de tornar a renda fixa norte-americana mais atraente para investidores estrangeiros, o que tende a beneficiar o dólar, custos de empréstimos mais altos nos Estados Unidos elevam os temores de investidores de desaceleração econômica ou até de recessão em escala global, diminuindo a busca por ativos arriscados, como moedas de países emergentes, explicou ela.

Ao mesmo tempo, Hwang avaliou o comunicado do Banco Central do Brasil da semana passada, quando o banco aumentou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, como "mais brando", sinalizando provável desaceleração no ritmo de alta dos juros em sua próxima reunião, em agosto.

Quanto mais agressivo é o BC na elevação dos juros básicos, mais o real tende a se beneficiar, já que fica mais rentável —e, consequentemente, atraente— para o investidor estrangeiro. Da mesma forma, indicações mais moderadas do BC sobre o aperto monetário costumam reduzir o apelo da moeda brasileira.

"Isso contribui para a aversão a risco no Brasil que já estávamos vendo", disse Hwang, afirmando que o investidor estrangeiro tem muita facilidade em retirar recursos do mercado doméstico ao menor sinal de incerteza, o que explica a alta súbita que a moeda tem apresentado nos últimos dias.

Apesar de enxergar riscos para suas projeções, o BNP Paribas ainda espera que o dólar encerre este ano em R$ 4,85, com Hwang dizendo preferir ativos brasileiros a ativos de outros países da América Latina no atual contexto de maior aversão a risco.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

(Com Reuters)

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