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Dólar tem queda de 0,28%, vendido a R$ 5,13; Bolsa opera em queda de 0,26%

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Em São Paulo

22/06/2022 09h29Atualizada em 22/06/2022 12h39

O dólar comercial oscila entre estabilidade e queda nesta quarta-feira (22). A moeda norte-americana chegou a ser negociado por R$ 5,16 por volta das 11h, no horário de Brasília, quando subia 0,13%. Às 12h25, a cotação era de R$ 5,13, com queda de 0,28%.

A cotação é registrada após o presidente do Fed (Federal Reserve), Jerome Powell, reforçar seu comprometimento com o combate à inflação, mas sem indicar uma trajetória de aperto monetário muito mais agressiva ao que já era esperado pelos mercados.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa, por sua vez, registrava baixa. Às 12h30, ele operava em queda de 0,16%, aos 99.523,66 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Combate à inflação nos EUA

O dólar foi às máximas do dia imediatamente após o início de uma audiência de Powell no Congresso dos Estados Unidos, chegando a avançar 0,58%, a R$ 5,18, mas depois perdeu força.

Jefferson Rugik, presidente-executivo da Correparti Corretora, atribuiu esse arrefecimento ao comentário de Powell de que o ritmo de altas de juros nos EUA dependerá de dados recebidos e da evolução das perspectivas econômicas.

Essa declaração —menos impiedosa no combate à alta dos preços que o temido pelos mercados — também levou a um enfraquecimento do dólar no exterior.

A atividade econômica tem preocupado os mercados financeiros de forma mais expressiva desde que o Federal Reserve endureceu sua postura de política monetária. Há exatamente uma semana, o banco central norte-americano elevou seus juros básicos no ritmo mais intenso desde 1994, em 0,75 ponto percentual, numa tentativa de domar a maior inflação em quatro décadas.

Juros mais altos costumam restringir o crescimento econômico, já que tendem a reduzir os gastos do consumidor. Além disso, tornam o mercado de renda fixa de seu país mais atraente, o que, no caso dos EUA, é fator de impulso para o dólar.

Petrobras

No Brasil, o foco continuará sobre os desdobramentos envolvendo a troca de comando da Petrobras, disseram especialistas.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que o futuro presidente da estatal Caio Mário Paes de Andrade deverá trocar toda a diretoria da empresa quando assumir o posto, e que o conselho de administração da petroleira poderá alterar a política de preços que prevê a paridade com a cotação internacional do petróleo.

O Banco Ourinvest também indicou as discussões em torno de ampliação do auxílio gás ou possível criação de "voucher" para caminhoneiros como um ponto de cautela, que "deve gerar mais volatilidade no real versus pares".

*Com informações da Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

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