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PEC dos Auxílios: sessão tem confusão entre aliada de Lira e petistas; veja

Colaboração para o UOL

06/07/2022 12h30Atualizada em 06/07/2022 17h38

A sessão que discutia, ontem, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que distribui benefícios para diversos grupos e categorias de trabalhadores em ano eleitoral foi marcada por uma discussão acalorada entre a presidente da comissão especial, Celina Leão (PP-DF), e deputados petistas.

A confusão teve início após a aliada do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negar direito de resposta ao líder do PT na Casa, Reginaldo Lopes (MG), e permitir que o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) lesse o parecer sobre a PEC. Os parlamentares, então, foram até a mesa e tentaram obstruir a leitura.

Em um momento, Lopes chega próximo da presidente da comissão para questionar a leitura do parecer, bate na mesa, e é empurrado por Celina, que grita com os colegas. "Aqui ninguém vai ganhar no grito", diz. "Quero saber se vocês já fizeram isso com o presidente Lira", indaga.

Após a confusão, Danilo Forte consegue ler seu parecer, mas a votação é adiada após um pedido de vistas. Com isso, o texto só poderá ser votado na comissão a partir de amanhã, dado que, quando há pedido de vistas, é preciso contar duas reuniões para que uma PEC volte para deliberação do colegiado, de acordo com o Regimento Interno da Câmara.

A proposta, que concede uma série de benefícios sociais às vésperas da eleição, foi apensada a outra PEC, que trata de biocombustíveis e cuja análise já estava avançada na comissão especial. Dessa forma, o texto "pegou carona" e teve a tramitação acelerada. A previsão é de que o texto seja votado no plenário da Câmara ainda nesta semana.