Gerente será indenizada por ser forçada a fazer 'dancinhas motivacionais'

Uma ex-gerente de um supermercado na Bahia será indenizada em R$ 5 mil por danos morais após denunciar ser obrigada a fazer "dancinhas e cânticos motivacionais" em reuniões.

O que aconteceu

A prática do "cheers" era realizada em uma unidade do Bom Preço durante reuniões da gerência e outros momentos nas lojas. A trabalhadora afirmou que era obrigada a dançar e que o "cheers" fazia parte do "método organizacional" dos supermercados.

Músicas não continham conteúdo explícito, mas funcionárias eram obrigadas a aplaudir e rebolar, afirmaram a ex-gerente e testemunhas ouvidas pela Justiça.

Imposição de necessidade de danças é abuso de poder do empregador, afirmou o desembargador Marcos Gurgel. "Embora a dança seja apresentada como supostamente motivacional, está claro que tal conduta não se encaixa nas funções dos empregados de um supermercado", escreveu ele na decisão.

Desembargador entendeu que as danças expõem o trabalhador "ao ridículo", seguindo jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.

Cabe recurso à decisão, tomada pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

Em nota, o Grupo Carrefour, dono da marca Big BomPreço, disse que a prática das dancinhas ocorria antes da integração do grupo: "O caso ocorreu antes da nossa integração ao Grupo BIG. Reforçamos que não realizamos qualquer prática de danças comemorativas impostas aos colaboradores e estamos à disposição para prestar as informações necessárias".

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