Coletivo busca verba para levar publicitários negros a festivais pelo mundo

O coletivo Publicitários Negros, fundado em 2017 e que hoje possui cerca de 7 mil participantes, busca recursos para levar profissionais a festivais de inovação e criatividade ao redor do mundo.

Para isso, pretende fechar uma parceria, nos próximos meses, com uma ONG para realizar essa captação de verbas advindas do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas.

O que aconteceu

O coletivo Publicitários Negros (PN), fundado em 2017, pretende ampliar um dos seus principais projetos, que consiste em enviar representantes a festivais de criatividade e inovação pelo mundo.

O coletivo começou sua história como um grupo de WhatsApp, criado para networking e debates sobre a ampliação da presença de profissionais negros na publicidade.

Atualmente, o PN reúne cerca de 7 mil profissionais e possui um conselho de 14 pessoas que analisam propostas e organizam atividades de desenvolvimento profissional. Também tem fortalecido sua presença nas redes sociais, com mais de 20 grupos de WhatsApp e Telegram, além de perfis no Linkedin, Instagram e Facebook.

A ideia é fechar uma parceria, nos próximos meses, com uma ONG para realizar a captação de verbas advindas do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas para essas viagens.

Este ano, o Publicitários Negros enviou uma comitiva de 5 profissionais, escolhidos entre seus participantes, ao Cannes Lions, o principal festival de criatividade do mundo.

A iniciativa teve patrocínio de Smiles, Globo, Wunderman Thompson, Talent Marcel, FCB e AlmapBBDO e apoio de VoxHaus e B&Partners.

Filtros de desigualdade

Outro foco das iniciativas para ano que vem é a ampliação do oferecimento de cursos de inglês aos participantes.

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Para Luna Lima, presidente do conselho do PN, o acesso ao idioma é um dos grandes gargalos para que profissionais negros alcancem cargos mais altos nas empresas onde trabalham.

O mercado publicitário também tem que assumir essa responsabilidade, principalmente em relação ao acesso ao idioma. A capacitação dos membros é urgente. Precisamos transformar barreiras em pontes. Existem regras para contratações, por exemplo, que servem apenas como filtros que perpetuam a distância e a desigualdade
Luna Lima, presidente do conselho do PN

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