Dólar sobe 1,5% em semana de mais tarifas de Trump e inflação no Brasil

O dólar comercial encerrou o pregão de hoje com leve alta de 0,13%, cotado a R$ 5,760. A valorização ocorre em meio a um cenário de incertezas econômicas, marcado pela divulgação de dados de inflação e emprego no Brasil e novas ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump de impor tarifas sobre importações.

Ao longo da semana, a moeda americana acumulou alta de 1,5%.

O que aconteceu

Dólar acumula alta de 1,49%. A moeda norte-americana registrou valorização ao longo da semana, encerrando o pregão do dia 20 de fevereiro cotada a R$ 5,675. O movimento reflete a cautela dos investidores diante do cenário econômico global.

Dólar turismo acompanha tendência e se aproxima de R$ 6. A cotação da moeda usada por turistas subiu 0,25% no dia, atingindo R$ 5,992. No acumulado da semana, a alta foi de 1,43%, acompanhando o avanço do dólar comercial.

Bolsa fecha em queda de 0,94%, com volume de R$ 13,36 bilhões. O mercado acionário encerrou o pregão em baixa, com o Ibovespa registrando uma queda de 0,94% e alcançando 131.902,19 pontos. O volume negociado no dia foi de R$ 13,36 bilhões. O melhor desempenho ficou com os papéis das Casas Bahia (BHIA3) que avançaram 6,39%, fechando a R$ 10,32.

Tensões comerciais aumentam com novas tarifas anunciadas por Trump. O mercado reagiu ao anúncio de tarifas de 25% sobre importações de automóveis feito por Donald Trump. Partes desagregadas dos veículos ficaram isentas da medida. O Canadá já declarou que retaliará as tarifas impostas pelos Estados Unidos, elevando as incertezas no cenário internacional.

Dados do Caged indicam mercado de trabalho aquecido no Brasil. O número de admissões formais divulgado pelo Caged superou as expectativas, reforçando um cenário de aquecimento do emprego. A leitura do mercado é de que o dado pode dificultar uma redução dos juros no curto prazo.

Salário médio no Brasil atinge maior valor já registrado. A Pnad revelou que o rendimento médio dos brasileiros alcançou um novo recorde, enquanto a taxa de desemprego ficou em 6,8% em fevereiro, dentro das projeções dos analistas.

Inflação medida pelo IPCA-15 avança 0,64% em março, abaixo do esperado. O índice subiu menos do que os 0,69% projetados, com uma composição considerada positiva. Houve desaceleração nos preços de bens industriais e núcleos de serviços, sinalizando uma tendência mais favorável para a inflação.