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Morgan Stanley pagará US$ 3,2 bi para pôr fim a processos ligados à crise financeira

Sarah N. Lynch

  • Mario Tama/Getty Images/AFP

WASHINGTON (Reuters) - O Morgan Stanley deve pagar US$ 3,2 bilhões para resolver acusações federais e estaduais de que enganou investidores sobre títulos lastreados em hipotecas residenciais que colapsaram durante a crise financeira, disse o escritório do procurador-geral de Nova York nesta quinta feira (11).

O caso remonta a uma investigação da Residential Mortgage-Backed Securities Group, força-tarefa federal e estadual conjunta revelada em 2012 pelo presidente Barack Obama, que serve para investigar possível má conduta na crise financeira.

Dos US$ 3,2 bilhões a serem pagos, US$ 550 milhões serão destinados para Nova York.

O processo alega que o Morgan Stanley pintou um quadro róseo para investidores sobre a qualidade das hipotecas residenciais que havia securitizado, embora os empréstimos tivessem falhas relevantes.

"Estamos satisfeitos por ter concluído esses processos envolvendo valores mobiliários lastreados em hipotecas", disse um porta-voz Morgan Stanley.

Em comunicado, o procurador-geral de Nova York Eric Schneiderman afirmou que o acordo marca "mais uma vitória dos esforços para ajudar os nova-iorquinos a se recuperar após a devastação financeira provocada pelos grandes bancos."

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